Cultura

Aberta em Ilhéus a 3ª Conferência Estadual de Cultura

Desta sexta-feira (27) até domingo (29), representantes de 368 municípios baianos participam em Ilhéus da 3ª Conferência Estadual de Cultura.

O encontro, que tem como tema a relação entre cultura, diversidade, cidadania e desenvolvimento, vai apontar diretrizes para a elaboração da Lei Orgânica de Cultura do Estado da Bahia e reunir sugestões para a Conferência Nacional de Cultura, que acontece em março do ano que vem, em Brasília.

Durante a cerimônia de abertura da conferência, realizada na noite desta quinta-feira, o governador Jaques Wagner ressaltou a importância de abrir o diálogo no momento de elaborar políticas públicas.

“Este governo entende que não vamos ser um grande estado, nem uma grande nação, sem reconhecer o valor de cada etnia, de cada região. Precisamos de desenvolvimento econômico, mas antes de tudo precisamos conhecer nossa identidade”, disse o governador.

Legislação

Para o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que também esteve em Ilhéus para a abertura da conferência, “o Brasil está substituindo o autoritarismo e a decisão unilateral, pelo diálogo. A cultura na Bahia sempre privilegiou os prósperos e excluiu os demais. Agora, todos são representados na hora de decidir”, afirmou.

O secretário estadual de Cultura, Márcio Meirelles, lembrou que a conferência vai ajudar a elaborar a legislação específica para a área, que ainda não existe. Segundo ele, esse é um dos principais entraves para a democratização da cultura.  “Espero que os ares de Ilhéus, que tanto inspiraram Jorge Amado, nos ajudem e que a gente saia daqui mais fortalecido, com novas idéias e propostas concretas para ampliar o acesso e garantir o direito de todos à culltura”, disse.

Resultado

Durante a Conferência Estadual de Cultura vão ser anunciados pelo Ministério da Cultura (Minc) os projetos escolhidos no edital de microprojetos do programa Mais Cultura.

Em todo o Brasil foram três mil inscritos, dentre os quais mil saíram da Bahia. Foi um resultado que chamou a atenção para o trabalho de capacitação e incentivo à produção cultural realizado pelo Estado. “Essa participação massiva de baianos é resultado desse trabalho. Isso é um exemplo a ser seguido e não só pela quantidade, mas pela qualidade do que foi apresentado”, comentou a secretária de Articulação Institucional do Minc, Silvana Lumachi Meireles.

Agecom

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