Economia

Famosos são escalados para dar credibilidade e lucros às marcas

Se nos anos 80 e 90 foram os anúncios publicitários que deram fama a seus garotos propagandas – como o da Bombril, o Baixinho da Kaiser ou o Sebastian da C&A – hoje são os famosos que tentam dar credibilidade e lucros às marcas que representam.

Assim, os rostos dos grandes anunciantes do país já não são mais tão exclusivos ou identificados com uma só empresa.

Que o diga o apresentador Luciano Huck, no ar atualmente em sete campanhas. Huck lidera o ranking das celebridades mais lembradas, de acordo com agências de marketing e empresas. Depois dele vêm as cantoras baianas Ivete Sangalo e Claudia Leitte, cada uma com cinco ações simultâneas na TV, e a modelo Gisele Bündchen, com pelo menos quatro filmes publicitários.

Figuras simpáticas aos olhos dos brasileiros, apenas esses quatro artistas estrelam hoje 21 campanhas na TV. O cachê pode chegar a US$ 2 milhões por ano, caso da internacional Gisele. Segundo especialistas do setor, a estratégia de as empresas apostarem nos famosos ganhou força com a crise financeira, na tentativa de se obter um rápido retorno de imagem.

Entre as marcas, a exposição de um mesmo artista em diversas propagandas não é vista como um problema. Ricardo Nunes, presidente da Ricardo Eletro, diz que não se incomoda Luciano de Huck anunciar para outras empresas. “Até ajuda quando o seu garoto propaganda está associado a grandes empresas. Ele tem carisma com a família brasileira”, afirma.

Com a aproximação da Copa do Mundo, também é a vez dos atletas. Ronaldo Fenômeno negocia com a Vale para fazer campanha no Brasil

Já a gigante de consumo Procter & Gamble acaba de escalar um time de peso. Além de Kaká para Gillette, a empresa terá o goleiro da Seleção Júlio César em ações das pilhas Duracell e a jogadora Marta em campanhas do sabão Ariel.

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