Saúde

V. da Conquista – Centro revela crescimento de Aides em mulheres

Em Vitória da Conquista o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS foi marcado por um conjunto de ações públicas realizadas pelo Centro de Referência em DST/AIDS, órgão vinculado a Secretaria Municipal de Saúde.

As ações se concentraram na sede do campus da UFBA, Anísio Teixeira, bem como no centro da cidade. Nos dois locais foram realizados exames de testagem. Nas Unidades Básicas de Saúde serão distribuídos preservativos, panfletos e oferecidos esclarecimentos sobre a Aids.

As ações começaram com uma blitz realizada pela equipe do Centro de Referência que percorreu bares, casas noturnas e locais onde trabalham profissionais do sexo distribuindo preservativos e material informativo. No dia 27, foram realizados exames com a população carcerária do Presídio Nilton Gonçalves.

Na opinião da coordenadora do Centro de Referência em DST/AIDS, Eliana Amorim, o Dia Mundial de Luta Contra a Aids é uma oportunidade para que as pessoas reflitam a doença. “A cada ano uma temática é criada. Esse ano, o foco é a luta contra o preconceito, que é uma das  maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento e diagnóstico da Aids. Todas essas ações além de ter esse foco, são no sentido  de  alertar para a prevenção, uso de preservativo e a necessidade de realizar o teste”, explicou.

A programação especial, será encerrada no próximo dia 04, na sede do Programa de Educação para a Vida/Pev, com a exibição do documentário “Três irmãos de sangue”, que  retrata a vida dos irmãos Betinho, Henfil e Chico Mário, brasileiros que fizeram da solidariedade a sua grande arma na luta pela vida e que deram contribuições significativas para o desenvolvimento de projetos de solidariedade no Brasil.

Dados recentes

Em 2008, o Centro de Referência em DST/AIDS diagnosticou 80 novos casos de AIDS e 44 novos portadores do HIV, vírus que causa a doença. 46,2% desses pacientes residem em Vitória da Conquista e os demais em outros municípios da região.

O aumento do número de mulheres infectadas tem surpreendido: 51,2% dos 124 infectados são do sexo feminino. Em relação à orientação sexual, 79% dos portadores diagnosticados se declaram heterossexuais, o que ratifica a mito de que a maioria dos portadores de HIV é de homossexuais.

Por Ramon Gusmão – Correspondente na Região Sudoeste 

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