Educação

V. da Conquista – Escola estadual pode deixar alunos sem aula em 2010

O Colégio Estadual Dom Climério de Almeida Andrade (Cedoca), situado anteriormente na Urbis VI, na Avenida Central, funciona em prédio alugado desde 2004. È o único colégio que oferece o ensino médio para os alunos que residem nos bairros Urbis VI, Morada Real, Renato Magalhães, Santa Mônica, Vila América, Morada dos Pássaros I, II e III, dentre outras localidades.

Há cerca de cinco meses uma parte do forro de gesso desabou, atingindo alunos sem vítimas fatais. A sede foi interditada pela DIREC-20, e outro espaço foi alugado provisoriamente para não comprometer o ano letivo. A sede provisória não possui estrutura adequada para receber os alunos. Segundo a aluna Natália Vieira “o calor incomoda muito e as salas são muito abafadas”.

A escola tem enfrentado diversos problemas, e pode não funcionar integralmente em 2010, caso a sede com instalações adequadas à quantidade de alunos, não seja construída. De acordo com a direção, se o problema não for resolvido a escola pode não oferecer novas vagas no próximo ano e a quinta série pode deixar de existir. 

Na tarde da última quinta-feira, mestres, pais e alunos da escola, em uma reunião ampliada, que contou com a presença de líderes comunitários, do vereador Fernando Vasconcelos (PT), do deputado Waldenor Pereira (líder do governo na Assembléia Legislativa) e do radialista Herzém Gusmão (atual presidente do PMDB de Vitória da Conquista), puderam conhecer a situação precária do referido estabelecimento de ensino que possui 1.400 alunos matriculados da 5ª a 8ª séries e do 1º ao 3º ano do 2º grau.

Herzem Gusmão afirmou disse que “se o governo quiser realmente, a escola nova fica pronta no próximo ano. Só depende da vontade do Estado”. Na ocasião, Waldenor Pereira prometeu a construção da escola e disse aos presentes que isso era um motivo de alegria para a comunidade. Alguns professores demonstraram desconfiança com a promessa do parlamentar e avisaram que caso a escola não seja construída, os professores irão “fazer mais barulho do que já fizeram”.  

Aluguel não é pago

Recentemente, a proprietária do imóvel onde foi implantado o Módulo II, conhecido por “Cedoquinha”, informou que não tem interesse em renovar o contrato de aluguel com o Governo do Estado devido à falta de pagamento. Isso significa que, caso não seja encontrado um novo espaço, mais de 500 alunos ficarão sem aulas a partir de 2010.

O problema também foi discutido na reunião, e o parlamentar afirmou que não sabia que o governo do Estado não estava pagando o aluguel da escola, prometendo tomar as providências cabíveis para solucionar o problema.  

Outro agravante é que o Colégio Dom Climério possui uma quantidade insuficiente de funcionários para atender aos quatro módulos distribuídos na zona urbana e na zona rural. A construção definitiva da sede própria do Colégio, pelo Estado, tem sido protelada desde 2004.

Em uma carta aberta distribuída na cidade, e enviada para os órgãos competentes, os professores da escola reivindicam em caráter de urgência, “que o Governo do Estado agilize o processo de construção da sede definitiva do Colégio Dom Climério como forma de assegurar melhores condições de ensino e aprendizagem”. O documento cobra também do governo do Estado “o direito constitucional do cidadão de acesso a uma educação de qualidade para todos”.

De acordo com a DIREC-20 o edital de lançamento para a construção da nova escola deve sair no próximo dia 10 de dezembro. A previsão que as obras sejam construídas em maio de 2010.

Por Ramon Gusmão – Correspondente na Região Sudoeste

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