Política

Geddel faz propostas para Segurança e critica “lentidão”

A adoção de experiências bem sucedidas em Segurança Pública – como a polícia comunitária e pacificadora do Rio de Janeiro e o mapeamento realizado nos locais mais perigosos de São Paulo para organizar melhor o policiamento ostensivo – foram algumas das soluções defendidas pelo ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, para reduzir os índices crescentes de violência na Bahia.

O ministro expôs essas idéias durante seu comentário semanal para a rádio Metrópole FM, que foi ao ar nesta segunda (14) pela manhã. Ele disse que na Bahia, apesar do crescimento econômico e do emprego fruto das políticas do presidente Lula – o governo estadual não tem feito “nem o óbvio, como treinamento, equipamento adequado, melhores salários e ascensão na carreira por meritocracia”.

Ao se questionar, no comentário radiofônico, o que tem feito o Governo do Estado para gerir essa área crítica, ele responde com números oficiais: gastou-se quatro vezes mais em propaganda do que se investiu em segurança e, no primeiro semestre deste ano, foram gastos só 30% de um orçamento de R$ 2 bilhões para a segurança pública. “É um nível de execução orçamentária medíocre”, afirma.

Para o ministro, só a vontade política pode mudar o quadro de violência, que faz de Salvador recordista nacional em homicídios e de Itabuna a cidade mais violenta do país para os jovens. “É preciso tomar decisões, definir metas e cobrar resultados. Não dá é para ficar nessa lentidão para resolver as coisas”.

Ele ressaltou também a situação dos policiais que, através do Movimento Polícia Legal, cobram compromissos assumidos pelo governador em outdoors pretos, simbolizando luto. “Quando se chega ao ponto da Polícia Militar não confiar na palavra do governador, é porque as coisas realmente andam mal”, disse o ministro, completando com uma indagação: “Como é que a polícia pode ser eficiente se a corporação perdeu o respeito pelo seu comandante, que é o governador do Estado?”

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