Política

Rapidinhas – Ala dissidente ameaça decisão das bases do Partido Verde

Executiva estadual do Partido Verde deverá entregar uma carta no dia de hoje ao governador Jaques Wagner (PT) informando a decisão de lançar candidaturas próprias ao governo do estado e ao Senado Federal.

Segundo o presidente regional Ivanilson Gomes, “a decisão foi tomada pelas bases nos encontros regionais realizados em cinco municípios baianos”. A carta será entregue pessoalmente ao governador, ou protocolada, se não for possível um encontro. “Depois, se o governador entender que há necessidade de conversar com o partido, nós iremos conversar”, colocou Ivanilson.   

 

Dissidentes resistem

 

A tese de candidataria própria ao governo, que vinha sendo defendida pela maioria dos filiados do PV nos encontros regionais realizados no interior, foi aprovada oficialmente no último Encontro realizado em Salvador no último final de semana. Entretanto, a ala do partido comandada pelo secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Juliano Matos, o ministro da Cultura Juca Ferreira e a presidente do CRA Beth Wagner, insistem no apoio à reeleição do governador Jaques Wagner.

 

Juca para o governo

 

Mesmo com a decisão aprovada pelas bases, os dissidentes prometem não entregar os pontos. Agora, eles falam até em lançar uma chapa própria, apresentando os nomes do ministro Juca Ferreira para disputar o governo e o de Beth Wagner para o Senado. No campo das especulações, o nome de Beth também poderia ser lançado à Câmara Federal, que teria o objetivo de combater a candidatura de Rose Bassuma, mulher do deputado federal Luiz Bassuma, lançado para disputar o Palácio de Ondina.

 

Permanecer para identificar

 

Outra especulação seria o secretário estadual Juliano Matos não entregar o cargo agora, só saindo em abril, quando se esgotaria o prazo para a sua desincompatibilização. Em meio às especulações, Ivanilson Gomes reage, afirmando que tudo foi aprovado pelas bases, que é soberana no partido. “Sempre digo que o partido tem dentro dos seus quadros pessoas que divergem da posição de candidatura própria, que nós respeitamos, mas temos uma decisão majoritária, que está acima dos projetos pessoais”, enfatizou.

 

Recurso do estatuto

Segundo Ivanilson, caso os filiados insistam com a posição de não acatar a decisão tomada nos encontros regionais, vão ser tratados como dissidentes. “No momento em que o partido entregar a carta, se insistirem nessa linha de insubordinação, nós temos um estatuto”, avisou.

 

Contradição

 

Ivanilson disse não ver coerência em apoiar a reeleição de Wagner e, ao mesmo tempo, querer lançar candidatura própria. “Se houver candidato, é contradição”, disse Gomes. “Eles tem que se afastar do governo ou fazer uma declaração pública de que a base acertou em aprovar a candidatura própria, Antes disso, ninguém vai acreditar (no que eles estão defendendo)”, pontuou.

 

Bassuma foi aclamado

 

“A base aclamou o nome de Bassuma candidato a governador e o de Edson Duarte ao Senado”, reforçou Gomes, desfazendo a tese de que o nome de Bassuma não teria o apoio do partido. Ele alegou ainda que os encontros regionais foram participativos e democráticos e todos tiveram a oportunidade de se manifestar.

 

Respeito ao contraditório

 

“Apesar de tudo, respeitamos o contraditório. O partido permitiu que eles manifestassem as suas posições. Mas tanto o secretário (Juliano Matos) quanto o ministro (Juca Ferreira) falaram que respeitariam toda decisão que viesse das bases do partido”, concluiu.              

 

Por Evandro Matos

 

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