Esporte

Ovacionada no Pacaembu, Marta pode superar prêmios de Ronaldo e Zidane

O Brasil já ganhava de 5 a 2 do México quando Marta foi substituída. E foi ovacionada: de pé, os quase 25 mil torcedores que estavam domingo no Pacaembu aplaudiram e gritaram o nome da atacante, favorita ao título de melhor jogadora do mundo pela quarta vez, em premiação que acontece nesta segunda, na Suíça.

A empolgada torcida, com milhares de crianças, mulheres e famílias inteiras, sabia disso. Durante toda o jogo, que deu ao Brasil o título do Torneio Internacional Cidade de São Paulo, o sistema de som do estádio informava que Marta e Cristiane, que também concorre ao troféu, não participariam das premiações no gramado.

Para tê-las em campo, a Prefeitura de São Paulo, organizadora do evento, se comprometeu a disponibilizar um helicóptero para levar as duas atletas ao Aeroporto de Cumbica. O voo a Zurique sairia às 20h.

Na mochila, Marta levará ao Fifa Gala as três últimas coroas da premiação anual. Caso ganhe novamente, se tornará a maior vencedora do troféu, ultrapassando o brasileiro Ronaldo, o francês Zinedine Zidane e a alemã Birgit Prinz.

“O que eu podia fazer, eu já fiz, que foi jogar bola. Todo mundo está comentando isso [superá-los], será interessante se acontecer”, disse a atacante, enquanto literalmente corria do vestiário até a saída do estádio.

De fato, ela jogou. Neste domingo, por exemplo, fez três gols da vitória do Brasil, que até saiu perdendo, mas virou o placar com facilidade. Cristiane, mesmo sem anotar, jogou bem, e também foi muito aplaudida.

Ao todo, foram 24.715 torcedores, que circulavam em clima de festa e tranquilidade ostentando camisas da seleção e de times de São Paulo e do país. O público superou a média do Pacaembu, usado por Corinthians (17 vezes) e Santos (duas vezes) neste Nacional: 19.362 torcedores.

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