Política

Wagner, Souto e Geddel comentam pesquisa

Após a divulgação da pesquisa do DataFolha, que aponta o atual governador da Bahia, Jaques Wagner, na liderança, os principais nomes da disputa resolveram comentar aquela que deve ser a última pesquisa de 2009.

O governador Jaques Wagner, sempre prudente em relação as pesquisas, entende que o resultado do DataFolha divulgado nesta terça-feira, 22, pela Folha de São Paulo, é o retrato de uma realidade presente e reflete positivamente as ações do seu governo. Diante de um forte em crise econômica, em 2009, conseguiu superar as adversidades e entra, em 2010, como favorito ao pleito.

O ex-governador Paulo Souto vê a pesquisa como bastante positiva para sua campanha, pois, mesmo sem ainda ter se lançado candidato, seu número está em ascensão e entende que ainda tem muito espaço para crescer “e isso me anima bastante e mostra que nossa mensagem está sendo bem absorvida pela população, sobretudo diante da situação em que se encontra a Bahia, hoje”.

Já o ministro Geddel Vieira Lima achou o resultado do DataFolha “muito bom” porque mostra que ele está crescendo, se comparado com pesquisa do próprio DataFolha, enquando o governador Wagner estacionou: “Se tem alguém perdendo é o governador, não só porque empacou no DataFolha, como perdeu 9% das intenções de votos na pesquisa que ele próprio divulgou pelo Instituto Campus, quando disse que tinha 48%”, comentou.

OPINIÕES – Para o chefe da AGECOM, a agência de Comunicação do Governo, Robinson Almeida, o governador Wagner entra no pleito como favorito, em 2010, embora, eleição sempre represente uma disputa sofrida e com embates políticos vigorosos. Almeida vê possibilidades de uma vitória em primeiro turno, embora não arrisque isso como uma certeza.

Entende, também, que não cabe comparativos das pesquisas DataFolha de março último e a atual, pois, naquela época, haviam outros pré-candidatos no cenário (Varela, César Borges) e faz a leitura de que o número de Wagner é superir 15 pontos à frente de Souto e 28 pontos longe de Geddel. “São números que refletem uma realidade do governo e que só tendem a melhorar”.

Para o ex-governador Paulo Souto quando ele se encontrava no governo, em 2006, tinha um número bem mais elevado dos que os atuais de Wagner (39%) e ainda assim teve dificuldades. “Vejo, hoje, a intenção de voto dele (Wagner) muito baixa e sem perspectivas de crescimento porque há saturação do seu governo, sem avanços”, comentou.

Geddel é ainda mais cáustico. “Se fizermos um comparativo com outros estados do país vemos que o governador da Bahia é o mais fraco, só é olhar o Ceará com 53% e Pernambuco com 57%. Ele está igual a nosso candidato em Minas, Hélio Costa (PMDB, 38%) e vive na midia diariamente, na espontânea, e na publicidade, numa enxurrada de anúncios sem precedentes”, comentou.

Ainda segundo Geddel é preciso analisar que ele (Wagner) é governador do Estado e conhecido por mais de 80% do eleitorado enquando eu sou conhecido apenas 50%. Isso me anima muito, vamos ter uma eleição dura, disputadíssima e estamos todos no páreo”. finalizou.

Fonte: Bahia Já

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