Esporte

Bahia faz 79 anos lembrando velhas glórias

O Esporte Clube Bahia celebra hoje mais um ano de vida. O clube foi fundado no primeiro dia do ano de 1931 e de lá para cá a maioria absoluta da torcida baiana tem muito do que se orgulhar. Na história tricolor, um misto de felicidade, devoção, garra, conquistas e também sofrimento.

Durante esse tempo, a tradição e o respeito no cenário nacional foram sendo conquistados com muito suor e vibração, dando ao Bahia uma torcida apaixonada – a maior do Nordeste e uma das maiores do Brasil. Não é a toa que, apesar dos muitos anos longe da “elite”, ainda temos a terceira maior média de público da história do Campeonato Brasileiro.

Em 2007, fomos campeões brasileiros no quesito torcida: média de mais de 40 mil tricolores por jogo. Em 2008, infelizmente a torcida teve que se contentar com a distância. Por conta da tragédia da Fonte Nova e sua conseqüente interdição, o Esquadrão mandou seus jogos em Camaçari e Feira de Santana.

Já em 2009, com a reinauguração do Estádio Roberto Santos, o Pituaçu, carinhosamente apelidado pela Nação Tricolor como “Pituaço”, a torcida voltou a dar show. Só não foi melhor pela capacidade do estádio (pouco mais de 31 mil lugares), além dos vários momentos de insensatez da diretoria, que insistiu em cobrar preços absurdos nos ingressos.

Nascido para vencer

Nesses 79 anos, muitos ídolos apareceram; desde Gia, passando por Marito, Roberto Rebouças, Sanfillipo, Douglas, Jésum, Bobô…

Logo em seu primeiro ano, o Tricolor, do mascote Homem de Aço, venceu o estadual e foi apelidado de “Nascido Para Vencer”. As décadas passavam e os títulos só faziam aumentar. Houve inúmeras partidas inesquecíveis, como o 5 a 0 sobre o Santa Cruz (em 1981) e o empate heróico na final do Baianão de 1994 – 1 a 1 – diante do Vitória.

Aliás, para se ter uma pequena noção da supremacia do Esquadrão sobre seu arqui-rival, dos quase 400 BA-Vis disputados, o Bahia tem uma vantagem de cerca de 50 jogos e 120 gols de saldo. Até de 10 a 1 o Tricolor já venceu. Incrível, como o heptacampeonato baiano.

De 1973 a 79 só deu Bahia, sendo que o único título estadual que não ganhamos na década de 70 foi em 1972.

A primeira grande glória do clube aconteceu em 59. “Bahia, primeiro Campeão Brasileiro de todos os tempos”, escreveu O Globo.

Um título único, inédito, de importância sem igual. Uma odisséia fantástica de um time desacreditado no começo da jornada; vitorioso inconteste no templo do futebol, o Maracanã, contra o Santos de Pelé, maior time do mundo de todos os tempos.

Conseqüentemente, o Esquadrão de Aço foi o primeiro a disputar a Taça Libertadores, competição na qual voltaria em outras duas oportunidades.

A outra conquista grandiosa foi em 1988, quando, pela segunda vez, nos tornamos campeões brasileiros. Sob o comando de Evaristo de Macedo, o Bahia empatou com o “favorito” Internacional, em pleno Beira-Rio, e conseguiu mais uma estrela para a camisa, no campeonato cujas finais ocorreram no começo de 89.

Foi também ano do recorde de público da Fonte Nova, a casa do Bahia, quando recebeu 110.438 pagantes na semifinal que o Tricolor eliminou o Fluminense: 2 a 1.

Depois da conquista, Carnaval na cidade. “Não era feriado nem dia santo, mas, naquele 22 de fevereiro, Salvador parou. Todo mundo sabe quando a festa começou, mas ninguém lembra quando ela acabou…”

Com informações do ECBahia.com

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