Polícia

Rebelião em complexo policial de Eunápolis acaba com 3 feridos

Motim só terminou quando parte dos presos foi levada para presídios de Itabuna e Teixeira de Freitas.

Durante toda esta sexta-feira, dia 1º, uma rebelião e tentativa de fuga dos presos do Complexo Policial de Eunápolis (a 643 km de Salvador), no extremo sul baiano, deixou apreensiva a comunidade do bairro Santa Lúcia, onde está situada a estrutura prisional do município. O acesso à área do complexo ficou restrito por mais de oito horas. A polícia teve que usar bombas de efeito moral para controlar a situação e conseguir entrar nas celas.

O motim começou por volta das 10 horas da manhã e só acabou no final da tarde, quando chegou ao local o coordenador da 23ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), Evy Paternostro. Ele negociou a rendição dos detentos, que reivindicavam diminuição na lotação de celas, banho de sol, visita íntima e aceleração de processos judiciais. Eles estavam armados com pedras, facas e pedaços de ferro.

Na movimentação, os presos quebraram todas as grades das celas e, a toda hora, tocavam fogo em colchões e roupas. Na tentativa de controlar o fogo, a polícia contou com o apoio de dois caminhões de controle de incêndio florestal da empresa Veracel, já que o Corpo de Bombeiros de Eunápolis não possui carro para fazer o serviço. As celas tiveram o sistema elétrico danificado e deve passar por reforma.

As mulheres presas, que ficam numa área separada dos homens, gritavam  exigindo a presença da imprensa. Uma delas, grávida, passou mal por causa da fumaça provocada pelos incêndios.

Reféns – Os detentos mantiveram cinco colegas de cela como reféns. Entre eles, estava o alemão Jürgen Hieri, 45 anos, preso no último dia 8 de outubro com 90 cápsulas de haxixe e cerca de 15 mil euros durante uma operação policial na BR-101.

Jürgen Hieri teve ferimentos na cabeça e foi encaminhado para o Hospital Regional de Eunápolis, com escolta da Polícia Militar, juntamente com mais dois presos: Adailton Medina dos Santos, 27 anos, que teve crise asmática, e Herlon Gomes da Jesus, 26 anos, esfaqueado no ombro.

Planejamento – O delegado Robério Farias afirmou que, desde o dia 20 deste mês, os presos vinham tentando provocar uma rebelião. “Já estava tudo orquestrado. Eles chegaram a tentar a rebelião dia 23, mas não conseguiram. Os presos estavam esperando algum policial entrar para pegar como refém”, disse ele, que ligava, a todo momento, para as unidades policiais da região pedindo reforço.

Leia mais no A Tarde

Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Lidas

To Top
%d blogueiros gostam disto: