Polícia

Internautas querem o “Toque de Recolher” em Paulo Afonso

A maioria absoluta dos mais de 3 mil internautas que participaram de uma enquete quer a implantação do “Toque de Recolher” na cidade de Paulo Afonso. Ou seja, com esse sistema, jovens menores de 18 anos só podem permanecer nas ruas até as 23 horas.

Dos 3080 votos, 88% foram a favor do “Toque de Recolher”, enquanto que apenas 12% votaram na opção contra.

A primeira cidade da Bahia a introduzir essa medida foi Santo Estevão, o juiz da Comarca daquele município – que abrange também as cidades de Ipecaetá e Antônio Cardoso – José de Souza Brandão Neto, já comemora os primeiros resultados do toque de recolher para crianças e adolescentes que adotou, por meio de portaria, em sua região de influência.

De acordo com os dados da Delegacia do município, o número de ocorrências envolvendo menores de 18 anos – tanto como autores de crimes quanto como vítimas – caiu de 30 por mês, em média, entre janeiro e junho deste ano, para nove, em julho.

O toque de recolher começou a valer em 15 de junho, mas por causa dos festejos juninos na região foi suspenso até o início de julho. “No período, tivemos cerca de 50 jovens apreendidos e levados à sede do Juizado da Infância e da Adolescência (liberados apenas com a presença dos pais) e uma taxa muito baixa de reincidência”, afirma o juiz, que diz contar com o “apoio unânime” da população do município. “Esses resultados mostram que estamos fazendo a coisa certa.”

Por causa dos primeiros resultados colhidos, o juiz decidiu liberar os jovens de mais de 16 anos de ter horário fixo para voltar para casa – a presença deles nas ruas estava limitada às 23 horas. “Não estamos flexibilizando a medida, estamos aprimorando”, explica. “Ao mesmo tempo, vamos reforçar as rondas nos outros horários, para detectar jovens em situação de risco durante o dia todo.”

Outros municípios

Outros municípios baianos, como Juazeiro, no extremo norte do Estado, e Santo Amaro, no Recôncavo, discutem a adoção de medidas semelhantes em reuniões entre membros do Judiciário e do Legislativo com a população.

Na capital, Salvador, porém, não há discussões nesse sentido – e o juiz da 1.ª Vara da Infância e da Juventude, Salomão Resedá, já se mostrou contrário à medida, alegando que a responsabilidade sobre o jovem tem de ser da família. “De qualquer forma, seria muito difícil promover o ‘toque de acolher’ (como o juiz de Santo Estevão chama a medida) em uma cidade do tamanho de Salvador”, afirma Brandão Neto, lembrando que Santo Estevão tem cerca de 50 mil habitantes, ante os quase 3 milhões da capital.

Com informações da Agência Estado

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