Polícia

Geddel indignado com assaltos ao Opô Afonjá

Preocupado com a inércia do governo do Estado, diante do crescente aumento da violência na Bahia, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, fez questão de registrar a sua indignação diante dos sucessivos assaltos ao Ilê Axé Opô Afonjá, de Mãe Stella, um dos mais tradicionais terreiros do país.

Para ele, os baianos iniciam o ano de 2010 ainda mais ameaçados pela violência que a seu ver, foi a grande “marca” de 2009.

“O que falta ainda acontecer para que o governo do Estado saia da inércia e comece a tratar a segurança pública com prioridade? Será que mais baianos terão que ser vítimas de assaltos e roubos e até mesmo serem mortos para o governador decidir investir na segurança, ao invés de priorizar a publicidade?”, indagou.

De acordo com notícias divulgadas pela imprensa, o terreiro de Mãe Stella já sofreu diversos assaltos. Um deles durante um ritual, em que os assaltantes armados aterrorizaram a ialorixá e roubaram jóias e dinheiro. Tentando se proteger, os filhos de santo do terreiro decidiram construir um muro para interromper o acesso a Baixinha de Santo Antônio, de onde presumivelmente saem os assaltantes, mas traficantes já avisaram que se for construído, o muro será derrubado por eles.

“Quando o governo é fraco, os criminosos não têm limite na ousadia, porque se acham fortes”, advertiu o ministro.

Ele acrescenta que a apatia do governo em relação a escalada do crime pode ser avaliada pela resposta dada pelo delegado responsável pela área em que está localizado o Terreiro de Mãe Stella: “Ao invés de se comprometer a prender os assaltantes e reprimir o crime, ele simplesmente declara a um jornal que a solução é o terreiro contratar mais seguranças, como se a responsabilidade pelos assaltantes andarem soltos pelas ruas fossem das vítimas e não da polícia”.

O ministro lembrou também o assassinato do artista Gildenor Ferreira, que se apresentava nas ruas de Salvador caracterizado como Charlie Chaplin. O caso continua sem solução por parte da polícia. “É um episódio simbólico. Trata-se de um artista que levava a alegria com a cultura popular e o seu assassinato parece não importar ao governo”.

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