Política

Governador paulista se posiciona como pré-candidato e sofre ataque do PT

O governador de São Paulo, José Serra, finalmente decidiu posicionar-se como pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB.

A oficialização da candidatura só se dará em março, mas ele tratou do assunto em entrevista publicada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo. Diz que o foco da campanha do seu partido não será o atual governo e, pela primeira vez, demonstra menos preocupação com a condição de candidato natural à sucessão de Lula.

“Candidato a presidente não é chefe da oposição”, afirmou, delegando ao PSDB a tarefa de criticar o governo Lula e se guardando para o que considera o confronto real, com a candidata do PT, ministra Dilma Rousseff, mais adiante. A síntese é a de que o exercício da oposição é tarefa partidária. A sua é a de governar São Paulo.

A mensagem alcança o Planalto porque o governador avalia que o presidente Lula antecipou o calendário eleitoral também para atraí-lo antes do tempo. Se caísse na cilada palaciana, facilitaria a estratégia de Lula de estabelecer uma campanha polarizada entre seu governo e o anterior, do PSDB. Nesse contexto, sem explicitar, Serra compartilha a tese do governador de Minas, Aécio Neves, que cunhou a expressão “pós-Lula”, como referência tática para a campanha do partido.  “Vou apontar as coisas para o futuro”, afirmou.

Lula declarou reiteradas vezes que a campanha de 2010 será uma comparação entre seu governo e o de Fernando Henrique Cardoso. O governador paulista não vai por aí. “Não vou ficar tomando conta do governo Lula”, disse ao Estado.

A movimentação e, principalmente, as declarações do presidenciável tucano incomodaram os governistas. Integrantes do governo e lideranças do PT ironizaram Serra. Líder petista na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (SP), disse que a afirmação de Serra desqualifica a oposição. “A oposição não tem nem rumo, como é que poderia ter chefe. Eu concordo com o Serra”, afirmou

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