Cultura

Morte do cantor Dão Barros comove artistas da região Sudoeste

Faleceu o cantor e compositor Dão Barros, nome artístico de João Libarino Barros, que ocorreu na manhã deste domingo (24), em Vitória da Conquista.

Dão Barros se recuperava de uma cirurgia realizada no Hospital Geral, onde foi internado no dia 02 de Janeiro com quadro de diabetes e gangrena gasosa do pé esquerdo, em nível evoluído até a parte óssea. A equipe médica decidiu pela amputação do membro inferior esquerdo, do joelho para baixo. Entretanto, o quadro clínico do cantor agravou nas últimas semanas e veio a óbito ontem.

O corpo foi velado no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, na cidade de Vitória da Conquista, onde fãs e amigos levaram o último adeus ao artista, que encantou os baianos com suas músicas. O corpo foi enterrado na manhã desta segunda-feira, por volta das nove horas.

Mais de duas mil pessoas estiveram presentes no velório e sepultamento, desde artistas, autoridades políticas, e amigos. Muitos vieram de outras cidades. O prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes, destacou que “pessoas como Dão Barros dão verdadeira contribuição para o enriquecimento cultural de uma localidade”. Programas de rádio das diversas cidades da região sudoeste também prestaram homenagens fúnebres ao cantor.

História

O artista era natural de Barra do Choça, onde nasceu a 08 de março de 1955. Ele adotou Vitória da Conquista como sua terra, onde participou de inúmeros festivais, movimentos artísticos e exposições de arte. Deixou profundas marcas na música baiana da década de 1980.

A última apresentação pública de Dão Barros aconteceu no Natal da cidade (no município de Vitória da Conquista), no último 20 de dezembro, quando emocionou o público presente ao interpretar canções andinas, como “A voz silêncio”, que deu nome ao show, e ao explorar no palco os sons do berimbau indiano e das flautas andinas.

Em artigo, a amiga e fã Maris Stella, prestou homenagens “Diante da crueza da cena da morte, a memória, me provoca acolhimento. E, diante de tudo, fico pensando, quem teve sua vida ceifada do plano material foi o homem João Libarino. Dele, por certo, ficaram coisas não resolvidas e lembranças restritas. O homem mortal cumpriu seu destino.”

Por Ramon Gusmão – Correspondente na Região Sudoeste

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