Saúde

Estudante explode o próprio corpo em Alagoas

O estrondo pôde ser ouvido a vários metros do local. Dois policiais e um médico, chamados após o jovem ameaçar se matar, ficaram feridos com a explosão.

O rapaz, que sofria de transtornos psiquiátricos, estava sendo convencido a receber atendimento médico quando, repentinamente, detonou o explosivo que trazia colado ao corpo, escondido por baixo da camisa. Os soldados José Roberto da Silva e Germani Wilton Cavalcanti, do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM), sofreram ferimentos. Um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) teve o tímpano perfurado por causa do barulho da explosão. Eles passam bem.

Já os PMs foram atendidos no Hospital Geral do Estado (HGE). Silva sofreu ferimento grave na perna esquerda, provocado por um pedaço da costela do estudante. A princípio, a equipe médica pensou que ele havia tido fratura exposta, mas uma radiografia mostrou a causa do ferimento.

Submetido a uma intervenção cirúrgica, o soldado foi transferido para o Hospital de Doenças Tropicais, onde serão feitos exames específicos para detectar eventual contaminação por fragmentos da bomba. Cavalcanti, por sua vez, sofreu ferimentos leves nos dedos das mãos. Em decorrência do barulho, ele também apresentava problemas auditivos.

O estudante escondeu 20 bombas juninas numa sacola plástica, que não largou desde o momento em que chegou à casa do tio Eraldo Andrade, onde praticou o suicídio. Outros dois artefatos foram encontrados no bolso da calça que ele vestia.

De acordo com familiares, Joel apresentava transtorno mental, tendo inclusive registro de internação numa clínica psiquiátrica há cerca de dois anos. Mas ele negava a doença. O suicida fugiu da clínica, recusando o tratamento.

Com informações do Jornal do Commercio Online

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