Política

Eduardo volta mais cedo para encontrar Ciro

O governador Eduardo Campos (PSB) antecipou seu retorno ao estado para receber nesta sexta-feira (05) no Palácio do Campo das Princesas o presidenciável do PSB, deputado federal Ciro Gomes. A chegada dele ao Recife está prevista para as 12h. A agenda de Ciro Gomes com Eduardo não foi divulgada.

A única informação confirmada é de que os dois irão almoçar no Palácio e conversar sobre política e gravarão depoimentos para o programa nacional do partido. O vídeo, anteriormente, seria gravado em Salgueiro, no canteiro de obras da Transnordestina. A viagem de Ciro ao Sertão do São Francisco, no entanto, foi cancelada e os outros compromissos dele no estado viraram um mistério.

Mesmo guardada em segredo, não é difícil adivinhar os assuntos que serão tratados pelos dois maiores líderes socialistas. Nos últimos dias, a tensão entre o PT e o PSB aumentou em razão das eleições de outubro. Muitas pendências, portanto, precisam ser resolvidas sobre a pré-candidatura socialista. Além de gravar as inserções, existem outras questões a serem tratadas. Uma delas, por exemplo, diz respeito ao próprio Ciro.

Entre as estratégias do partido para avaliar as condições da candidatura dele à sucessão do presidente Lula (PT), estaria série de visitas às 50 principais cidades do país até o fim de março. Mesma data estipulada pelo PSB para decidir se mantém o nome de Ciro na disputa ou sai do páreo para apoiar a ministra Dilma Rousseff. Segundo um socialista, o deputado teria interrompido o cronograma de viagens e por isso deverá ser aconselhado por Eduardo a retomá-lo.

Outro ponto que está incomodando os socialistas é o fato de lideranças do PT pressionarem os pré-candidatos do PSB ao governo dos estados e as direções locais da sigla apoiar Dilma. Caso contrário, não teriam o PT como aliado na campanha deste ano. Isso ocorre, inclusive, em cidades onde os socialistas têm melhores chances de vencer a eleição. “A direção do PT é terrível e fica mandando recados”, afirmou um líder do PSB.

Em consequência desses problemas, existem socialistas que defendem a tese de que uma saída possível, sem ferir o PSB e Ciro Gomes, é fazer uma aliança entre o PSB e o PT, tendo Ciro como vice na chapa de Dilma.

Essa possibilidade, no entanto, esbarra no desejo de Lula ter um nome do PMDB na vice da chapa petista. O interesse dele é de ganhar o tempo de televisão dos peemedebistas para garantir mais espaço para a candidata do PT na propaganda eleitoral. No encontro entre Eduardo e Ciro, a única certeza de aliados mais próximos do governador é de que ele, na condição de presidente nacional do partido, não vai mandar o deputado desistir da candidatura. “Até março, isso não vai acontecer”, garantiu um socialista.

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