Educação

Mochilas pesadas podem causar lesões

As aulas estão voltando e com elas uma preocupação: o excesso de peso nas mochilas pode causar lesões em crianças e adolescentes. Pesquisa recente do Cincinnati Children’s Hospital, nos Estados Unidos, mostrou que 23% das crianças que dão entrada no pronto socorro do hospital tinham queixas causadas pelo uso inadequado da mochila.

Outra pesquisa, realizada em São Paulo (SP), revelou que a porcentagem de procura aos hospitais com esse tipo de queixa é de 9%, mas aumenta para 15% com a volta às aulas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos próximos anos, 85% da população mundial sofrerá dores lombares, devido, entre outros fatores, à má postura e a mochilas pesadas.

O problema em si não é a mochila, mas o peso que as crianças carregam. O peso excessivo das mochilas pode causar dor muscular, ferimentos abrasivos e problemas para a coluna. Nas crianças, o peso pode afetar as articulações e influir no desenvolvimento.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, o peso da mochila não pode ultrapassar 10% do peso corporal da criança. Ou seja, uma criança de 35 quilos só pode levar uma bolsa que pese até 3,5 kg. A bolsa deve ser ajustada na altura do ombro, e, além disso, deve ser usada com as duas alças, para que não ocorra sobrecarga em apenas um ombro. Além disso, a mochila deve ter alças largas e acolchoadas.

Na hora de comprar a mochila dos filhos, os pais muitas vezes optam pela mochila de rodinhas. No entanto, se for utilizada de maneira inadequada, os riscos de lesões permanecem. A alça do carrinho precisa ter a altura adequada para a criança, e o peso também não pode ultrapassar a porcentagem indicada, senão o esforço que é feito para puxar a mochila causa lesões tão sérias quanto ao carregar nas costas.

Dicas

Para eliminar a possibilidade de lesões, siga as dicas do IBR Hospital:

– As mochilas devem ter duas alças para distribuir melhor o peso;

– As alças devem ser preferencialmente acolchoadas e ajustadas de forma que a mochila fique rente ao corpo;

– A largura da mochila não pode ser maior que o dorso da criança;

– Não deve ultrapassar a cintura da criança.

– Exija que as escolas tenham escaninhos, para que seu filho possa esvaziar um pouco a mochila, deixando uma parte do material na escola.

Com informações do IBR Hospital

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