Política

Arruda está preso em Brasília e já pediu afastamento do cargo de governador

A Câmara Legislativa do Distrito Federal recebeu o pedido de afastamento do governador José Roberto Arruda (sem partido) do cargo. O pedido, feito pelo próprio governador, foi lido em sessão nesta quinta-feira (11) depois de Arruda ter a prisão preventiva decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). .

O governador já se entregou e está detido na Diretoria Técnico-científica do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal, em Brasília.

‘Diante da gravidade dos fatos, peço licença do cargo de governador do Distrito Federal pelo tempo que perdurar esta medida coercitiva, para não transferir a Brasília e a sua população a agressão que fazem contra mim e ao cargo que legitimamente exerço, eleito que fui pelo voto popular’, diz Arruda no pedido de afastamento.

Na carta, Arruda pede afastamento pelo tempo em que ficar preso. Em sua ausência, assume o cargo o vice-governador, Paulo Octávio (DEM), que também é investigado no inquérito que apura o suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal.

Após a leitura do pedido de afastamento de Arruda, o presidente Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), convocou Paulo Octávio para uma reunião na manhã desta sexta-feira (12) com todos os deputados distritais. O objetivo é discutir a ‘governabilidade’.

Em sua carta, Arruda disse que a decretação de sua prisão preventiva pelo STJ é “imprópria e absurda”. Ele disse que se colocou à disposição do tribunal para depor antes que a prisão fosse decretada. Arruda disse que “desarmou uma quadrilha que praticava corrupção no DF” antes de sua administração e que por isso tem sido acusado.

Prisão


Os ministros da Corte Especial do STJ se reuniram nesta quinta-feira (11) e decidiram pelo pedido de prisão feito pela subprocuradora geral da República Raquel Dodge e pelo procurador geral, Roberto Gurgel.

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