Polícia

Carnaval da Bahia será realizado com policiais civis insatisfeitos

Assembléia dos policiais civis no último dia 5 de fevereiro afastou greve, mas reafirmou operação tartaruga durante carnaval.

Mesmo com a ameaça dos policiais civis de deflagrar uma operação padrão durante o carnaval, o secretário da Segurança Pública (SSP), César Nunes, garante que haverá efetivo durante os seis dias da folia. A SSP divulgou que vão atuar na festa 22,6 mil policiais em todo o Estado, sendo que apenas 3.049 são policiais civis e 19.628 PMs.

Os dirigentes do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipoc) avisam que vão iniciar uma operação tartaruga a partir de amanhã: “Nós vamos mostrar a deficiência material da polícia. E, na segunda-feira, vamos sair em protesto em plena festa”, disse o secretário-geral da entidade, Bernardo Gayoso.

Para não correr o risco de acontecer o mesmo que ocorreu na folia de 2007, quando três pessoas foram assassinadas na festa, a SSP investiu R$ 23 milhões em segurança. O modelo é semelhante ao que foi utilizado nos anos de 2008 e 2009, quando os índices de violência baixaram, e não houve o registro de homicídios nos circuitos da folia.

Apenas em Salvador, a SSP utilizará 12.587 PMs e 2.537 policiais civis. Além do policiamento nos três circuitos tradicionais do carnaval, haverá segurança reforçada em seis bairros onde ocorrerão festas organizadas pela prefeitura (localidades de Cajazeiras, Itapuã, Pau da Lima, Periperi, Liberdade e Plataforma).

                                                                                      

A novidade na Segurança Pública este ano é a utilização de novas tecnologias para combater a criminalidade durante a festa popular. A polícia usará 74 câmeras de vídeo, interligadas por 15 km de fibra ótica. O sistema permitirá melhor qualidade da imagem, para detectar a ação de bandidos e de brigões nos circuitos.

As patrulhas da Polícia Militar e equipes da Civil usarão celulares com internet banda larga, para acessar bancos de dados da polícia. A tecnologia permitirá que PMs e agentes confira a ficha policial de um suspeito detido na hora, além de consultar placas de carros e outros dados, a exemplo de álbuns de fotos de criminosos.

Interior

 

Sobre a segurança das cidades interioranas que perderão policiais militares durante o carnaval, Nunes diz ter um plano de emergência caso haja necessidade onde não haverá festejos. “Está previsto o deslocamento de policiais de regiões próximas, uso de helicópteros e a cobertura das coordenadorias de Polícia Civil”, afirma.

Ele acrescenta que, nestes locais, PMs e civis terão horas extras pagas pela SSP. Os policiais que vão trabalhar na capital também receberão diárias extras pelas horas trabalhadas além do seu turno de trabalho.

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