Esporte

Torcida do Bahia fará protesto durante o desfile da Mudança do Garcia

Um dos momentos mais tradicionais e irreverentes da folia baiana, o desfile da Mudança do Garcia, no Campo Grande, ganhará um viés esportivo nesta segunda-feira de Carnaval. Torcedores do Bahia pretendem aproveitar a onda de manifestações quase sempre políticas do evento para também protestar.

“Mudança do Garcia, Mudança do Bahia”. Com esse lema, tricolores autônomos e de grupos organizados pedirão “a democratização do clube com eleições diretas, sem filtros”.

A ideia é que os interessados apareçam não só com a camisa da equipe, mas carregando bandeiras, faixas e cartazes em favor da causa. A concentração está marcada para o meio-dia.

“Vamos levar todo o nosso arsenal”, conta o estudante Danilo Monteiro, da Revolução Tricolor, que neste sábado rebateu declarações do presidente Marcelo Guimarães Filho sobre uma entrevista concedida por ele a um jornal de Salvador.

Segundo Leandro Fernandes, também da RT, ao contrário do que o dirigente falou, “a gente não está querendo impor vontade nenhuma (sobre a reforma estatutária), porque sequer fomos ouvidos”, garante, acrescentando que, das 11 tentativas de reunião desde o começo do ano passado, 10 acabaram desmarcadas.

“No único encontro que tivemos, ouvimos coisas como ‘vai haver realmente a eleição democrática’, que todos iriam participar e tudo mais, porém passou-se o tempo e nada aconteceu”, afirmou.

Novidade

Em função do impasse, a próxima meta é a convocação de uma consulta pública, com possibilidade de toda a torcida participar dando sugestões para o estatuto futuro. “Seria a prova que não queremos nada impositivo”, reforçou.

Fernandes também discorda do cartola quando ele reclama da mistura de futebol com política. Uma das faixas mais polêmicas do grupo acena para um boicote de sua nova candidatura a deputado federal nas eleições de outubro, caso não haja pleito direto no Esquadrão.

“Pois ele já misturou desde o início, quando assumiu o clube. Como cidadãos, temos o direito de cobrar de nossos representantes”. E encerrou: “É o ônus. Se o Bahia estivesse bem, poderia angariar com isso, também”.

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