História

Mascarados já deixam saudades em Maragojipe

Na manhã desta quarta feira de cinzas, os moradores do município Maragojipe (localizado no recôncavo baiano) já estão sentindo falta da folia dos anos anteriores. Silêncio, toma conta agora da Praça Antônio Conselheiro Rebouças.

Até ontem a Charanga Carnavalesca entoava canções como “Abre Alas, Alalaô e Colombina, Agora só o ano que vem. O prefeito da cidade Silvio Ataliba, demonstrou muito contentamento em manter a tradição das máscaras.

O símbolo tradicional do carnaval da cidade, a Máscara de Chifre e o macacão de cetim colorido que não deixa nem braços, nem pernas de fora, foi a vestimenta predominante da festa.

Até ontem, artesanato, roupas coloridas, turistas, danças, rei momo, mascaras, namoros, irreverência, magia, sorrisos e até um pouco de “rebolation”. Hoje silêncio, histórias, lembranças e um pouco de angústia para chegar o próximo Carnaval.   

HISTÓRIA

Na década de 1980 a tradição dos mascarados foi ameaçada pelo sucesso do axé que tomou conta do Brasil. Nesse cenário ocorreu uma adaptação no carnaval da cidade, alguns pequenos trios foram implantados, entretanto a moda do trio elétrico não pegou, prevalecendo a tradição das  marchinhas, que iniciaram há cerca de 130 anos. Quem desobedece a regra, se transforma um alvo fácil para as brincadeiras dos mascarados que andam com tubos de espuma, confetes e armas de plástico que jorram água.

Por Ramon Gusmão

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