Política

Candidato pelo PMDB, Geddel diz que dançará “conforme a música”

Ao comentar as declarações do presidente Lula segundo as quais a ministra Dilma Rousseff, virtual candidata petista ao Palácio do Planalto, não deve fazer campanha em estados onde existe divisão da base aliada – caso da Bahia –, o ministro da Integração Geddel Vieira Lima, pré-candidato do PMDB ao governo estadual e adversário de Jaques Wagner (PT), disse, nesta sexta, que dançará “conforme a música” e que o assunto deverá ser tratado, brevemente, pela direção nacional peemedebista.

Geddel lembrou que situação semelhante ocorreu na última eleição municipal de Salvador, quando PMDB e PT lançaram candidaturas próprias e o presidente Lula manteve-se neutro.  Na campanha, tanto o deputado Walter Pinheiro (PT), candidato apoiado pelo governador Wagner, e o prefeito João Henrique (PMDB), apadrinhado por Geddel, se apresentavam aos eleitores como os nomes avalizados por Lula. João acabou vencendo a disputa.

Embora aceite uma eventual decisão da ministra não subir nos dois palanques baianos, Geddel acredita que se ela resolver vir terá a oportunidade de falar sobre seus planos e projetos para dois públicos. “Se ela vier, ótimo. Se não vier, vamos entender”, argumentou o ministro, dizendo que sua linha de atuação política na campanha é “abraçar a paciência”.

Já o governador Jaques Wagner avalia que a situação da Bahia não deverá se tornar motivo de preocupação para Lula nem para a provável candidata do PT à presidência, ministra Dilma Rousseff. “Deixaremos o presidente Lula e a ministra Dilma à vontade para decidir como se comportarão no estado”, disse o governador.

Problema deles

Já o coordenador da campanha para reeleição de Wagner, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), disse que, se de fato for impossível a ministra Dilma Rousseff subir em dois palanques na Bahia, ele tem certeza de que no de Wagner ela subirá.

“O PMDB que vá resolver com o presidente. Nosso lado já está resolvido: somos parceiros históricos do projeto Lula e não colocamos ninguém para fora do governo”, assinalou Caetano, lembrando que foi do PMDB a decisão de romper a aliança que mantinha com o PT no estado.

Caetano interpreta a fala de Lula mais como uma tentativa de se buscar a unidade entre os aliados nos Estados. “Nesse sentido, a posição do presidente está correta, mas ele sabe que, se lá para frente isso não se concretizar, haverá em alguns lugares dois palanques para Dilma”, avaliou.

O ex-governador Paulo Souto (DEM), também candidato ao governo, diz que duplo palanque na Bahia é “problema” do PT e PMDB e ironizou os adversários. “Nosso candidato é do PSDB, não tem disso. Veja como é bom ter identidade política”, comentou.

Com informações do A Tarde

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