Meio Ambiente

Horário de verão já terminou

Terminou à 0h deste domingo o horário de verão, quando os relógios foram atrasados em uma hora em três regiões do país. Além do Distrito Federal, dez Estados o adotaram –Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia, a 36ª edição do horário de verão no Brasil foi responsável por uma redução de 0,5% no consumo total de energia. Já a previsão de redução da demanda durante o período de maior consumo -das 18h às 22h- deve ficar em 4,4% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Sul, a redução deve ficar em 4,5%.

Essas estimativas indicam que mesmo com a sequência de dias com recordes de consumo de energia registrados no mês de fevereiro, o índice médio de redução no consumo deve ser alcançado. De acordo com o governo, nos últimos dez anos o horário de verão possibilitou uma economia média de 4,7% na demanda de energia no horário de maior consumo, chamado horário de pico.

Ildo Sauer, ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras e um dos diretores do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), acredita que a média de redução deva ser alcançada devido à transferência do horário de pico. Para ele, o horário de verão seguiu sendo eficiente, pois o consumidor continuou poupando energia no final da tarde, com um maior aproveitamento da luz do sol, como ocorre em todos os anos.

Porém, o forte calor –cerca de 3ºC acima da média– fez com que mais ventiladores e ar condicionados fossem ligados durante o meio da tarde. “Antes realmente o horário de pico era entre as 18h e as 22h, mas o que percebemos este ano é que o recorde no consumo ocorreu entre as 15h e as 16h”.

Sauer afirma ainda que o aumento no consumo de energia elétrica não foi uma surpresa para o governo. “Esses recordes no consumo já eram esperados para 2009, mas acabaram acontecendo este ano. O crescimento da população e da economia brasileira não são novidades e isso quer dizer que o governo já sabia que o recorde no consumo seria inevitável”, disse.

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