História

Carro de boi ainda é tradição no interior

Parte da região nordeste da Bahia ainda mantém a tradição do carro de boi e até realiza encontros como a III festa que aconteceu em Heliópolis, cidade que fica na divisa com o estado de Sergipe. Participaram mais de noventa carros e carreiros dos dois estados e de todas as idades.

O carro de boi é originário da Idade da Pedra ou do período Neolítico, e surgiu no Brasil na época dos primeiros engenhos de açúcar, na colonização portuguesa. Se tornou um dos primeiros instrumentos de trabalho, sem contar que foi o mais antigo e principal veículo de transporte utilizado no país.

Era muito usado nas áreas rurais para escoamento da produção e durou quase três séculos.  O pau d’arco, a aroeira, a sucupira, a carnaubeira eram usadas na fabricação dos carros por serem bem resistentes. O carro de boi pode ser puxado por uma, duas ou mais juntas ou parelhas com dois bois, unidos pela canga, um ao lado do outro e, geralmente, cada animal é chamado por um nome, os quais obedecem ao comando do condutor, o carreiro.

Tamanho das peças do carro de boi

A mesa tem um comprimento de 3 metros por 1,30 de largura, o cabeçalho mede 4,5 a 5 metros, o eixo: 1,65m de comprimento e 22 centímetros de espessura ou 9 polegadas. Cada roda mede um metro e vinte centímetros de altura, os fueiros, de 1,20 a 1,50m de comprimento, porém vale salientar que não é uma regra, pois as medidas variam de acordo com o fabricante e o tamanho do carro.

 

Mesmo com toda a evolução e toda avançada tecnologia, alguns sertanejos preferem usar este meio de transporte, diferente do que vem acontecendo com o ferroviário que a cada dia vai desaparecendo em detrimento dos meios rodoviários. 

 

Por Cival Anjos – de Serrinha

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