Política

Souto: Governo comete ato falho em propaganda de outdoor

“Nunca se trabalhou tanto na Bahia’ é o mote da última propaganda do governo estadual. Mas o curioso é que, nos outdoors, a imagem que ilustra essa frase é a de um sujeito de braços cruzados, símbolo da falta de vontade de trabalhar. Não seria um ato falho de um governo que gosta mesmo é de fazer propaganda”.

A ironiza é do presidente estadual do Democratas, o ex-governador Paulo Souto, questionando a fúria publicitária governamental, que, segundo ele, demonstra estar sendo intensificada este ano, mesmo depois dos excessivos gastos de mais de R$ 100 milhões nas ações promocionais em 2009, quando pouco mais de R$ 20 milhões foram investidos na segurança pública.

Na manhã desta terça-feira (23), em comentário na Rádio Metrópole, Paulo Souto destacou também a iniciativa do governador Jaques Wagner de propor um clima de civilidade e cordialidade na campanha eleitoral deste ano. “Achei ótimo, mas confesso que vi na manifestação do governador um mea-culpa, uma confissão de arrependimento. Até agora todo o mundo que discordou minimamente do atual governo foi absolutamente desqualificado. Birutas de aeroporto, monte de abestalhados, besteirol foram os termos mais suaves usados não só contra adversários políticos, toda vez que houve qualquer discordância”, comentou Souto.

Outro tema tratado pelo democrata foi a insistência do governador em dizer que o estado perde novos empreendimentos industriais porque governos passados não investiram em infra-estrutura. “Os portos são administrados há mais de sete anos por uma empresa federal, quando o presidente da República é do mesmo partido do governador baiano”, disse.

“Atribuir problemas dos portos a governos anteriores, quando a administração desses terminais marítimos já é responsabilidade há mais de sete anos do PT, é querer esconder a realidade, quando se deveria forçar a Codeba a ampliar o porto de Salvador, construindo novo terminal de contêineres e novos berços de atracação”, completou.

Para o oposicionista, é preciso acabar com essa discussão interminável que já causou o desvio de 35% das cargas de contêineres para portos de outros estados, causando prejuízos à Bahia. “Sinceramente, na nossa época, quando se tinha problema de infra-estrutura que impedia a execução do projeto, o governo do estado, mesmo não sendo de sua responsabilidade, criava condições para a implantação do empreendimento”, comparou.

Souto citou o caso do pólo automobilístico, com o porto da Ford em Camaçari, e dos terminais marítimos de uma empresa de alimentos, na baía de Aratu, e de uma indústria de celulose, no Extremo Sul da Bahia.

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