Polícia

Conquista – Avançam investigações, mas protestos eclodem na cidade

Conquista tem passado nas últimas semanas por uma crescente onda de violência, principalmente depois da morte do PM Marcelo Márcio. Os plantões policiais exibidos em rádios locais, imprensa televisiva e sites locais tem mostrado essa realidade.

Desrespeito à imprensa

De acordo com o Blog do Anderson, durante coletiva a imprensa que ocorreu na manhã desta quarta-feira o repórter do jornal A Semana realizou o seguinte questionamento ao Secretário de Segurança Pública, César Nunes:

Senhor Secretário, porque somente agora o governador Jacques Wagner mandou a cúpula da Segurança Pública a Vitória da Conquista? Foi porque morreu um policial? A morte do policial significa um divisor de águas, pois registramos aqui antes destes episódios quinze, vinte mortes a cada quinze dias. O governador só se lembrou de Vitória da Conquista por que o fato ganhou repercussão nacional?”. O blog informa que depois da pergunta o secretário se irritou.  

O site de notícias Tribuna da Conquista informou que a cúpula da Secretaria de Segurança Pública deixou a “imprensa de molho” por duas horas e a entrevista coletiva foi realizada em um tempo recorde de vinte minutos.

Projétil

Nesta quarta-feira (24), agentes da Polícia Técnica encontraram mais um projétil no local onde estavam dois dos quatro corpos dos adolescentes que foram assassinados. O objeto já foi enviado para a capital baiana para análise.

Protestos

Na manhã desta quinta-feira (25) um grupo de pessoas formado por familiares, Associação de Policiais e membros da comunidade conquistense se dirigiram a sede do Ministério Público do estado da Bahia munidos de carro de som, reivindicando o retorno de quatro soldados que foram encaminhados para Salvador.

A manifestação também foi marcada por críticas ao governador o estado, Jaques Wagner. De acordo com o Diretor da JUSPM (Centro de Assistência ao Policial Militar), David Salomão, a manifestação teve caráter pacífico. “A polícia pode ir para as ruas, mas ninguém vai trabalhar. Vamos fazer corpo mole até os nossos colegas voltarem”, gritou um PM à paisana.

Durante a manhã, a cidade ficou sem policiamento ostensivo. No início da tarde a situação começou a ser normalizada.Os integrantes da força-tarefa do MP não comentaram os protestos. A Associação de Praças da PM vai entrar com recurso junto ao Comando da Corporação para que os quatro policiais voltem à cidade.

Próximos passos

Depois de concluir nesta quinta-feira os depoimentos de vítimas e testemunhas, o próximo passo da força-tarefa é discutir medidas jurídicas cabíveis em relação aos acusados de estarem envolvidos no caso. Os policiais militares que comprovadamente estiverem envolvidos com os assassinatos poderão ser exonerados da corporação.

Por Ramon Gusmão – Correspondente na Região Sudoeste

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