Educação

Cursos de extensão sobre o mundo afro serão oferecidos na UESB de Jequié

O ODEERE (Órgão de Educação e Relações Étnicas com Ênfase em Culturas Afro-brasileiras) da Universidade Estadual Sudoeste da Bahia, campus de Jequié, está com inscrições abertas para dois cursos de extensão: "Didática para o Ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira" e "Educação e Cultura Afro-brasileira".

Estão disponibilizadas 50 vagas para cada curso, cada um deles terá uma carga horária de 180 horas. A previsão do início é  março de 2010 e de fim março de 2011.   

O curso de “Educação e Culturas Afro-brasileiras” será dividido em nove etapas. Antropologia das populações Afro-brasileiras, Linguagens visuais das culturas Afro-brasileiras, Diversidade linguística dos grupos étnicos no Brasil serão alguns dos temas que serão abordados durante o curso. Por outro lado, o curso de “Didática para o Ensino de História e Culturas Afro-brasileiras” será ministrado em oito etapas, tendo como público alvo e pesquisadores que já concluíram o curso de “Educação e Culturas Afro-brasileiras”. 

Dentro da proposta do curso, esta inserida a participação dos alunos no II Encontro Estadual de Educação e Relações Étnicas e na VI Semana da Pertença Afro-brasileira, que acontecerá esta ano, na UESB de Jequié.

No campus de Vitória da Conquista, também existe um grupo de estudo sobre a temática, é o GEPHAAN (Grupo de Estudos e Pesquisas de História da África e América Negra). O GEPHAAN é vinculado ao Museu Pedagógico da UESB, e tem realizado cursos de extensão sobre a problemática.     

África na sala de aula

No tocante, a História da África aparecem como uma descrença nas possibilidades civilizatórias. Informações de caráter racistas, produtoras de um imaginário preconceituoso e fortemente restritivas. Surge então, a imagem do Africano como um selvagem acorrentado à miséria. O elemento básico para Introdução à História Africana não se encontra na história africana, e sim na desconstrução de elementos básicos das ideologias racistas brasileiras.
A mentalidade do povo brasileiro ficou povoado de símbolos de negros selvagens e escravos amarrados.

No artigo “O ensino de História da África” de Henrique Cunha Jr é defendido que a desconstrução na imaginação dos brasileiros passa pelos seguintes pontos: “A África não é uma selva tropical”, “A África não é mais distante que os outros continentes”, “As populações Africanas não são isoladas e perdidos na selva”, “O europeu não chegou um dia na África trazendo civilização” e “A África tem história e também tinha escrita”

Por Ramon Gusmão – Correspondente na Região Sudoeste

To Top
%d blogueiros gostam disto: