Educação

Corpo do bibliófilo José Mindlin é enterrado em São Paulo

O corpo do bibliófilo José Mindlin, 95, que morreu na manhã de hoje em decorrência de falência múltipla de órgãos, foi enterrado na tarde deste domingo (28) no Cemitério Israelita da Vila Mariana, em São Paulo.

Mindlin estava internado há cerca de um mês no hospital Albert Einstein. Dono da cadeira número 29 na Academia Brasileira de Letras, o bibliófilo foi dono de uma das mais importantes bibliotecas privadas do país, que começou a formar aos 13 anos.

Questionado em 2004 se existia um livro preferido em meio a tantos que colecionava, Mindlin disse que uma das características da bibliofilia era a poligamia. “Não há como dizer prefiro este ou aquele”, afirmou.

Entre os destaques da sua coleção particular estavam a versão original de “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, a primeira edição de “Os Lusíadas”, de Camões, e outras primeiras edições, como as de “O Guarani”, de José de Alencar, e “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo.

“Eu passei 15 anos atrás de um exemplar de ‘O Guarani’. Soube que estava com um grego, mandei muitas cartas a ele, que nunca respondia. Estava em Paris quando um livreiro me disse que estava com esse grego. Depois de muitas idas e vindas, o livro está comigo”, disse na época.

Em 2006, o bibliófilo doou sua coleção para a USP (Universidade de São Paulo), criando assim a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. O nome é uma homenagem ao bibliófilo e sua mulher, Guita Mindlin, que morreu em no mesmo ano da doação.

Com informações da Folha Online

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