Educação

V. da Conquista – Ex-ministro lança livro sobre o Pensamento Ocidental

Foi lançado nesta semana o livro “Roteiro para reflexão sobre o pensamento ocidental e a Educação no Brasil”, do intelectual Ubitajara Brito. Na ocasião intelectuais, empresários, políticos e imprensa local marcaram forte presença no local de lançamento do livro, a Adega Bristrô.

O  livro é dividido em 5 partes, e realiza uma viagem histórica para fazer reflexões acerca do sistemas educacionais existente no mundo por um lado, e por outro o brasileiro. O livro traz em suas entrelinhas várias curiosidades sobre a história da educação mundial, “ O primeiro professor por profissão de que temos notícia foi Confúcio, na China no século VI a.C.; seus ensinamentos e seus preceitos sobre a família, governantes e governados e costumes ainda têm valor na China moderna.”  

A obra retrata aspectos fundamentais da história da educação, a educação no mundo helênico, a contribuição de Roma para a cultura ocidental como também do período medieval em suas duas fases tradicionais, a Patrícia e a Escolástica.

A importância da Biblioteca de Alexandria para o mundo ocidental também não foi tema esquecido no livro, “Foi nessa Biblioteca que, do primeiro ao terceiro século d.C, 72 eruditos judeus produziram a Septuaginta, sagradas escrituras hebraicas traduzidas para o grego.”

A contribuição dos filósofos do período moderno (como Blaise Pascal, René Descartes, Diderot), foi um outro tema amplamente discutido no decorrer da obra.

No tocante a educação brasileira, o autor realiza assertivas do sistema educacional brasileiro no Brasil Colônia, quando o este foi organizado pelos jesuítas; como também na fase do Brasil Império e Brasil República em suas diversas fases.

O livro de Ubirajara Brito defende que “A República Velha não fez muito pela educação”, ao passo que, “ A educação democratizada no Brasil passa a ser, de fato, uma preocupação de Estado a partir de 1930”. A educação no período militar é descrito de maneira superficial. Já a recente expansão do ensino superior iniciado em meados da década de 1990 não foi comentado na obra.

Ubirajara Brito considera que a educação tem a seguinte função em nosso país: “ Dar a oportunidade para alcançar uma profissão que permita ao cidadão, com o mínimo de esforço físico e aplicando em parte um bom coeficiente intelectual, ganhar o suficiente para manter a si e a sua família, com acesso a uma boa alimentação, vestir-se adequadamente, morar com um mínimo de conforto e gozar de saúde e lazer, que possam preencher o tempo que lhe restar fora da jornada de trabalho. Educação para a verdadeira cidadania.”     

 

UBIRAJARA BRITO

Filho de Tremedal, cursou o primeiro grau em Vitória da Conquista, o segundo grau em Salvador. Em 1959, formou em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Bahia. Começou sua vida profissional como professor de física do Estado.

Depois de formado trabalhou como engenheiro da SURCAP, do DNER. Em 1964 trabalhou como professor da Ótica e Eletromagnetismo da Escola Politécnica, por onde se formou. Trabalhou no Comissariado de Energia Atômica e no Centro Nacional de Pesquisas Científicas na França, á época do exílio. Após doutorar-se em 1971, foi nomeado Pesquisador Titular deste Centro.

Em 1973, volta ao Brasil como assessor do Governador Tancredo Neves. Em 1985 foi designado para a superintendência de Ciências Básicas no CNPQ. Em 1988, foi nomeado Secretário Geral do MEC, onde foi Ministro Interino.

Com Heron de Alencar, Luiz Hidelbrando Pereira da Silva e Darcy Ribeiro, coordenou o projeto de reforma do ensino superior na Argélia. Na ocasião, foram elaborados os projetos pedagógicos e os dimensionamentos das Universidades de Constantine, Argel e Oran. No Brasil colabora com Oscar Niemeyer em projetos de caráter educativo e na Revista Nosso Caminho. 

Por Ramon Gusmão-Correspondente na Região Sudoeste

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