Política

Em entrevista a rádio, ACM Neto fala da aliança com Borges e o governo de JH

As pichações nos muros de Salvador criticando a aliança do governador Jaques Wagner (PT) com o senador César Borges (PR), que foram interpretadas como para “melar” as negociações, inicialmente foram atribuídas a petistas, mas ganhou nova versão quando o deputado federal Colbert Martins (PMDB) acusou o Democratas da iniciativa.

Nesta segunda-feira (01/03) o deputado federal ACM Neto, em entrevista ao programa de Mário Freitas, na rádio Excelsior, disse que o caso não vai passar em branco e ameaçou processar o peemedebista. Neto considera a prática ilegal e garante que o seu partido não teve qualquer envolvimento com as pichações. 

 

“Isso é crime. Cabe agora ao jurídico do Democratas processar o deputado Colbert Martins, porque isso é calúnia. Temos coragem de assumir nossas posições. O nosso partido não adota esse tipo de postura”, rebateu Neto, que disse ainda acreditar num entendimento entre o senador republicano e os democratas. “A única chance que César (Borges) tem de perder a eleição é fechando com o PT”, avaliou Neto.

O parlamentar também comentou sobre a parceria entre a Prefeitura de Salvador, administrada pelo PMDB, e o Democratas. Nos últimos dias, diversos episódios deram margem a um possível fim do casamento entre as duas legendas, e o motivo mais especulado são as eleições deste ano. As primeiras manifestações que vieram a público aconteceram durante o carnaval, quando alguns vereadores da base aliada do Prefeito João Henrique responsabilizaram o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Cláudio Tinoco, indicado pelo Democratas, por problemas na organização da festa.

 

Outro foco de discórdia estaria na saída das vereadoras Andrea Mendonça e Tia Eron (as duas do Democratas) da base aliada do governo na Câmara Municipal, que anunciaram a criação de um Bloco Independente na semana passada. Contudo, tais manifestações vêm sendo atribuídas às eleições do próximo mês de outubro, quando as duas legendas deverão disputar com candidatos diferentes o Palácio de Ondina, o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), e o ex-governador Paulo Souto (Democratas).

 

Durante a entrevista na Excelsior, o deputado ACM Neto revelou ainda que o seu partido vai marcar uma reunião para discutir a posição dos vereadores na Câmara Municipal e avaliar a aliança da legenda com o governo do prefeito João Henrique. O democrata não informou, contudo, quando o encontro irá acontecer.

PPS defende aliança das oposições no 1º turno

 

O presidente estadual do PPS, George Gurgel, em reunião realizada no último sábado, defendeu uma aliança entre o seu partido, o PMDB, PSDB e DEM na Bahia ainda no primeiro turno. “Jaques Wagner é carta fora do baralho em termos de quaisquer possibilidades de aliança política”, adiantou Gurgel. O dirigente afirmou que uma proposta de projeto para a Bahia está sendo discutida com os pré-candidatos da oposição, Geddel Vieira Lima (PMDB) e Paulo Souto (DEM).

O presidente do PPS também criticou o empenho do governador Jaques Wagner e o PT para colocar o senador César Borges (PR) na chapa majoritária governista. “Nunca vimos algo igual. O PT, entre muros, oferecendo até a suplência de Cesar Borges para o Senado a Waldir Pires”, disse Gurgel, admirado com a situação.

Por Evandro Matos

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