Polícia

Porto Seguro- Professores protestam; secretário foragido visto em E.da Cunha

Centenas de professores fizeram uma manifestação desde o fim da manhã desta segunda-feira (1º/03) na área central, na delegacia e no aeroporto de Porto Seguro.

O protesto foi contra a morosidade da Secretaria de Segurança Pública em fazer cumprir mandados de prisão contra Edézio Lima (secretário de Governo de Porto Seguro) e os policiais Joilson Barbosa, Sandoval Barbosa dos Santos e Geraldo Silva de Almeida, além de Danilo Leite e Antônio Andrade Júnior.

Todos são acusados de participar do assassinato dos professores Elisney Pereira dos Santos e Álvaro Henrique Santos, que eram dirigentes do Sindicato dos Professores de Porto Seguro. A demora na prisão irritou o Ministério Público Estadual. Apesar de tornada pública só hoje (o caso corre em segredo de justiça), as preventivas foram decretadas no dia 9 de fevereiro.

A atuação da Secretaria de Segurança Pública é criticada desde o início. Nos bastidores, o comentário era de que a resistência e lentidão nas investigações ocorriam porque os crimes tinham características de mando e seriam, notadamente, políticos.

Por traz, segundo especulações, teria gente graúda do governo estadual segurando para blindar o secretário Edézio Lima, que é filiado ao PSB e possui forte ligação com a deputada federal Lídice da Mata. Edézio é dirigente do partido em Salvador e foi indicado para secretário em Porto Seguro, onde o partido venceu as eleições de 2008.

Secretário foragido é visto em Euclides da Cunha

Acusado de mandar matar os professores Elisney Pereira e Álvaro Henrique, o secretário de Governo de Porto Seguro, Edézio Lima, foi visto desde ontem numa fazenda em Euclides da Cunha. Pelo menos duas testemunhas viram o secretário na localidade conhecida como Fazenda Chão Vermelho, onde estaria escondido.

Edézio tem prisão preventiva contra si, decretada pelo juiz Roberto Freitas Júnior, da 1ª Vara Crime. Por volta das 3h da tarde desta segunda-feira, três dos acusados de participar do assassinato dos professores se entregaram.

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