Economia

“Juro tem que baixar”, diz o governo: mas bancos públicos parecem agiotas

Segundo o "Correio Braziliense", os bancos públicos foram os recordistas da alta das taxas de juros cobradas das pessoas físicas em janeiro, principalmente no cheque especial.

Entre eles, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste (BNB), de acordo com dados do Banco Central. A taxa média do cheque especial – pasmem! – passou de 159,1% para 161,1% ao ano (no cartão de crédito, a taxa anual já passou dos 200%!).

O cenário, no entanto, pode piorar. Com o agravamento das expectativas para a inflação deste ano – que já contaminam as projeções para 2011 -, é cada vez maior a pressão do mercado sobre o BC para que eleve a taxa básica de juros (Selic) na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 16 e 17 de março. Se os juros já estão neste patamar – escabroso -, imagine o cenário pós-Copom…

Céu de brigadeiro somente pra eles

Os bancos oficiais, hoje os mais gananciosos nos juros cobrados de seus clientes, na verdade deveriam ser os primeiros a puxar as tarifas para baixo. Isto porque eles concentram as folhas de pagamento e contas correntes e de poupança de milhões de funcionários públicos. Por conta disso, eles deveriam aplicar taxas mais baixas, já que os servidores oferecem baixo risco de inadimplência, pois o empréstimo já vem descontado no contracheque. Mas nem com pedido do próprio Lula os bancos baixam suas taxas; e agora que o BC vai elevar a taxa básica, é bom que os brasileiros comecem a apertar os cintos. O cartão de crédito e o cheque especial já estão prontos para voar em altitude de cruzeiro.

Pedindo corda em casa de enforcado

Os funcionários públicos e os aposentados têm nos bancos oficiais, hoje, seus maiores algozes. Além de grande parte já ter comprometido sua margem consignável no empréstimo via desconto em folha, ainda entram em outras das muitas modalidades de crédito oferecidas pelos gerentes. Ou seja, os bancos estão esticando cada vez mais a corda e apertando o nó no pescoço de seus clientes. Um dia essa bolha da farra do crédito vai acabar estourando aqui.

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