Polícia

Encruzilhada – SBT denuncia tráfico de crianças: vereadora está envolvida

Repórter Roberto Cabrini (SBT) chamou a atenção do País nesta quinta-feira (04) com uma reportagem sobre o tráfico de jovens e crianças, com destaque para a participação de uma vereadora no município baiano de Encruzilhada-Ba. Conheça os passos da matéria.

Para começar a matéria de Tráfico de Crianças foi com o Ministério Público para saber se já havia alguma investigação em andamento. Paralelamente, começamos a buscar em sites de relacionamentos comunidades sobre o tema.

A primeira observação foi sobre a existência de “olheiros”, ou seja, quem ajuda os aliciadores a encontrar novos “clientes”.

O contato, com o apoio do Gaeco, aconteceu após uma semana com uma dessas olheiras. A aliciadora nos respondeu ainda no site de relacionamentos, e partimos para o primeiro encontro.

Com uma microcâmera nossa produção formou um casal, mas o contato seria feito principalmente por uma “amiga” da família interessada em adotar a criança. Logo depois do encontro com a aliciadora, o mecanismo usado pelo grupo ficou mais claro: ele atuava em outros Estados, nesse caso da cidade de Encruzilhada, no interior da Bahia.

O esquema era simples: a aliciadora mantinha contato com os “clientes” para ganhar confiança. Enquanto isso, na Bahia, uma outra pessoa se encarregava de encontrar uma grávida para convencê-la a ceder o filho em troca de pequenas quantias em dinheiro, promessas de emprego  e para isso coagiam emocionalmente as mulheres.

Em São Paulo, um braço dessa organização. Um médico fazia a declaração falsa alterando a identidade da verdadeira mãe, possibilitando assim que a certidão de nascimento da criança fosse em nome dos pais adotivos, no caso nossos produtores, como se fossem os genitores.

Ao longo de 4 meses de investigação, nossa produção depositou R$ 1 mil na conta da aliciadora. Segundo ela, seria para cuidar da grávida, que nos foi apresentada em uma viagem até Encruzilhada (BA), com a vereadora Elisabete de Abreu Rosa (PRP) – nesse encontro, ainda não havíamos comunicado às aliciadoras que éramos jornalistas.

Ainda no interior da Bahia a vereadora nos apresentou a jovem grávida, já conhecida sua do hospital onde ela trabalha como enfermeira.

Com o conhecimento do Ministério Público, todas as conversas foram gravadas. Em um segundo encontro com a vereadora, quando a questionamos sobre sua atuação no grupo de aliciadores para adoção ilegal de crianças (ato negador por ela) e assumimos a postura de jornalistas em busca de uma reportagem, constatamos com a grávida que o dinheiro depositado na conta da aliciadora nunca foi repassado para os cuidados do bebê.

Em São Paulo, Cabrini foi ao encontro da olheira, que se contradiz em relação a sua atuação no grupo de tráfico de crianças.

Com informações do SBT

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