Política

Lula reforça que confrontará dados de governos em campanha de Dilma

Em Juazeiro, o presidente Lula respondeu a várias perguntas sobre as eleições e alguns questionamentos sobre seu possível afastemento.

Ao falar sobre as eleições de outubro, em entrevista a rádios da Bahia e de Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçou a estratégia de comparar as realizações de seu governo com as do governo anterior na campanha da pré-candidata à Presidência da República, ministra Dilma Rousseff.

“Minha tese é de que deveríamos fazer uma confrontação programática e uma confrontação de realizações dos dois governos para o povo poder escolher com muito mais saberia. Estou tranquilo porque acho que o meu governo mudou o paradigma do Brasil, quem vier governar depois de mim não pode mais pensar pequeno”, disse hoje (5) ao chegar a Juazeiro (BA).

Segundo o presidente, aquilo que cada governo tiver feito melhor irá aparecer, uma vez que os números não mentem. “Nós tivemos oito anos, eles tiveram oito anos, então acho que precisamos comparar qualquer coisa, em qualquer área, e se eles fizeram melhor, vai aparecer, porque os números não mentem.”

Na cidade de Juazeiro, onde participa da inauguração de um projeto de irrigação, o presidente foi questionado sobre a disputa pelo governo da Bahia que pode se dar entre integrantes de dois partidos da base aliada do governo, o atual governador do estado, Jaques Wagner (PT), e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB).

Lula, que já declarou que não subirá em palanque em cidades onde houver disputa entre partidos da base aliada, disse que seria importante haver uma chapa única na Bahia e observou que ainda há tempo para mudanças até que ocorram as convenções dos partidos. “Temos tempo ainda de construir muita coisa, não dou nada por encerrado até o prazo fatal”. Wagner e Geddel, acompanhavam Lula na entrevista.

Lula nega licença para faze campanha

O presidente também descartou a possibilidade de se licenciar do cargo para fazer campanha para a pré-candidata do PT à Presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo Lula, “não há hipótese dessa discussão acontecer”.

“Seria descabido você imaginar que um presidente da República fosse pedir licença do cargo mais importante do Brasil para fazer campanha. Segundo, que fosse possível um presidente da República se afastar sendo que pode não ter o vice-presidente para exercer o mandato. Não teria cabimento, não teria lógica, seria uma irresponsabilidade com o mandato que foi me dado pelo povo brasileiro”, disse em entrevista a rádios na Bahia.

A informação de que o presidente se afastaria do cargo por dois meses para fazer campanha para Dilma foi veiculada ontem (4) na imprensa.

Lula disse também que não há lógica em alguém pensar que ele ajudaria mais um candidato se afastando do cargo de presidente. “Achar que eu me afastando posso ajudar mais um candidato do que estando da Presidência seria diminuir o mandato. Se fosse assim, quem não tivesse mandato teria mais força política do que eu que tenho.”

As informações são da Agência Brasil

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