Polícia

Itapetinga- Feto é encontrado em caixa de sapato

Na manhã da última quarta-feira (03) , populares do bairro Clerolândia no município de Itapetinga acionaram a Polícia Civil, graças um feto ter sido encontrado por uma adolescente.
A menor de iniciais V.S teria visto na noite de terça-feira uma pessoa enterrando algo. Pensando que era algum objeto de valor, ou até mesmo dinheiro foi verificar no local na manha da quarta-feira. Em segundos percebeu que era uma caixa de papelão parcialmente enterrada.

“Ontem à noite, vi uma pessoa de calça preta e camisa branca enterrando algo ali. Pensei que era dinheiro. Aí hoje cedo fui verificar aí percebi que era uma caixa enterrada e a pessoa ainda colocou uma pedra por cima. Ao retirar a caixa vi que era um feto aí chamei a polícia”, disse a menor.

A Polícia Técnica também foi acionada para realizar o levantamento cadavérico do feto, que em posteriormente foi enviado para a unidade regional do IML em Vitória da Conquista. Segundo dados iniciais da polícia o feto estava no sexto mês de formação. Até o momento do fechamento da matéria, não se sabe os responsáveis deste ato hediondo.

ABORTO

Provavelmente o feto é resultante de um aborto induzido. Abortos nessa fase de gestação, na maioria das vezes comprometem a saúde da mulher envolvida. Convém notar que após 180 dias (seis meses) de gestação, o feto já é considerado viável, o processo tem a designação médica de parto prematuro.

Através da história, o aborto foi provocado por vários métodos diferentes e seus aspectos morais, éticos, legais e religiosos continuam a ser objeto de intenso debate em todos praticamente todos os países. O aborto induzido ocorre pela ingestão de medicamentos ou por métodos mecânicos.

Existe controvérsia na comunidade médica e científica sobre os efeitos do aborto. As interrupções de gravidez feitas por médicos competentes são normalmente consideradas seguras para as mulheres, dependendo do tipo de cirurgia realizado.

Os métodos não médicos (p.ex. uso de certas drogas, ervas, ou a inserção de objectos não-cirúrgicos no útero) são potencialmente perigosos para a mulher, conduzindo a um elevado risco de infecção permanente ou mesmo à morte, quando comparado com os abortos feitos por pessoal médico qualificado. De acordo com estatísticas da Organização das Nações (ONU), pelo menos 70 mil mulheres perdem a vida todos os anos em consequência de aborto realizado em condições precárias.

Por Ramon Gusmão-Correspondente na Região Sudoeste

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