Política

Itamaraju – Prefeito fala sobre Wagner, Valmir Assunção e Movimentos Sociais

O prefeito de Itamaraju Dílson Batista Santiago (PT) foi cassado do cargo de prefeito no dia 14 de maio de 2009, em decisão proferida pela então juíza da Comarca de Itamaraju, Jeine Vieira Guimarães que acatou ação movida pela coligação “A hora e a vez de Itamaraju”, encabeçada por Marizete Carletto (PSL).

O prefeito também é frei e já é a terceira vez que é eleito pelo Partido dos Trabalhadores. Dílson Santiago é considerada como uma das lideranças políticas  mais influentes do extremo sul do estado. 

Depois da cassado, dirigiu-se ao TRE onde conseguiu uma liminar, voltando então ao executivo municipal. A votação do processo que pede a cassação definitiva do mandato do prefeito foi adiada.

O acúmulo de processos tem posto em xeque a lisura de suas condutas. Em sessão realizada no úlitmo dia 25, o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCM/BA) julgou procedente o termo de ocorrência devido a irregularidades praticadas na contratação de empresa especializada na locação de veículos. A relatoria determinou formulação de representação ao Ministério Público contra o gestor e imputou multa no valor de R$ 5 mil.

Em entrevista concedida a Rádio Gusmão, da cidade de Ilhéus, realizou diversos comentários sobre aspectos regionais da zona política em que atuam. Para ele, os membros família Carletto, seus tradicionais adversários, são levianos e irresponsáveis.

Em relação ao seu ex-companheiro de lutas no movimento social, Valmir Assunção (PT), hoje Secretário Estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, o Frei lembra que ele foi fanático por ACM, militante “doente” do PDS. “O Valmir era do PDS, era fanático por Antônio Carlos Magalhães. Eu me deparei na época da campanha de Waldir Pires, ele com a bandeira do PDS fazendo campanha de Josafá Marinho. Eu expliquei para ele que existia um modo diferente de governar, e ele veio para o PT”, revelou. Sobre Assunção, o frei ainda acrescentou: “Foi uma grande liderança do MST, agora não é mais, por que não está mais no campo, lutando e derramando o seu suor”.

   

A liderança político-religiosa, falou também sobre o governo Wagner e suas alianças com políticos historicamente da direita e discorre sobre suas pretensões eleitorais em 2010, já que é pré-candidato a deputado estadual. “O  governo Wagner oferece o mesmo tratamento a partidos diferentes, e isso é democracia. Eu vi municípios administrados pelo DEM, PMDB e PSDB receber o mesmo tratamento dos que são administrados pelo PT. O governo Wagner está mudando os rumos da Bahia”, disse. 

Teceu algumas considerações sobre os movimentos sociais através de uma óptica político-religiosa, “Os movimentos populares organizados são imbatíveis. Nem o dinheiro tem a força dos movimentos populares organizados. O movimento popular além de estar revestido da força do povo também esta revertido da proteção divina.”, concluiu.   

Por Ramon Gusmão – Correspondente na região Sudoeste

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