Economia

Fábrica de leite em Coaraci vai beneficiar 300 produtores de oito municípios

Já está pronto pela Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir) o edital de licitação para as obras de engenharia e equipamentos da fábrica de leite da Bacia do Almada, que será instalada no município de Coaraci e terá capacidade de processar dez mil litros diários de leite na sua fase inicial de produção.

A fábrica de leite, inteiramente financiada pelo Governo da Bahia, vai beneficiar oito municípios do sul da Bahia, Coaraci, Itajuípe, Almadina, Itapitanga, Barro Preto, Ibicaraí, Floresta Azul e o distrito de Inema, em Ilhéus. Serão instalados 13 tanques de resfriamento nos oito municípios que serão administrados pelas associações locais de produtores, o que vai garantir a armazenagem do produto.

O Governo do Estado está investindo R$ 1,2 milhão na obra, beneficiando diretamente 300 pequenos e médios produtores dos oito municípios. A fábrica será administrada pela Cooperativa dos Produtores de Leite da Bacia do Almada e Gongogi (Coopragi). “A fábrica de leite é um investimento construído coletivamente pelos produtores, prefeituras e Governo do Estado”, disse o ativista social e um dos articuladores do investimento, Epifânio Soares Neto.

O secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Edmon Lucas, reuniu-se com produtores e prefeitos em Coaraci nesta quinta-feira (11) para falar do investimento. Ele disse que a previsão é de que a fábrica esteja pronta em junho, já para início de produção. “É um trabalho que vem sendo feito por várias mãos, com diversas reuniões com produtores aqui e em Salvador”.

Para os prefeitos de Ibicaraí e Coaraci, Lenildo Santana e Josefina Castro, a fábrica vai trazer um alento aos produtores. “Os produtores enfrentam dificuldade de comercialização, agora terão vendas garantidas e por um preço justo”, disse Josefina. “O Governo do Estado está nos apoiando em ações para fortalecer o desenvolvimento regional”, afirmou o prefeito de Ibicarai, Lenildo Santana.

Comercialização

Principal gargalo desse tipo de investimento, a comercialização está garantida. Toda a produção será absorvida pelo Governo do Estado e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Antes de dar início à fábrica, desenvolvemos um rigoroso estudo de viabilidade econômica do investimento. Queremos que ela sirva de modelo para outras no estado”, afirmou Herbert Frank, coordenador executivo da Sedir.

Da Agecom

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