Polícia

Itapetinga: Trabalhadores da Azaléia vivem momentos de tensão

No decorrer desta semana dois fatos foram amplamente discutidos pelos funcionários da Azaléia de Itapetinga durante diversas reuniões.

Atos de violência tomaram conta do ambiente laboral da Azaléia nos últimos dias. O primeiro fato ocorreu no sindicato e o segundo dentro da própria empresa.

Sindicato

No dia 12 de março, algumas pessoas estavam sendo atendidas no “Sindicato de Verdade”, quando Emanoel Messias Sousa Santos agrediu fisicamente o Diretor de Imprensa Reginaldo Quadros (29), que foi puxado pela gola da camisa e arrastado para fora do órgão. De acordo com testemunhas, na ocasião havia um motoqueiro que supostamente estava esperando Emanoel matar Reginaldo. Durante a confusão, uma criança se machucou ao ser puxada pela mãe. 

De acordo com Reginaldo Quadros, as ameaças começaram depois de descoberto uma série de desvios de dinheiro praticados por Osmário Sousa Santos, Juliano Moreira e Marcos Costa, que até então pertenciam a diretoria do sindicato. O agressor, Emanoel, é irmão de Osmário.

Segundo o relato de Quadros, o desvio de dinheiro foi descoberto depois que foram detectadas a emissão de notas fiscais falsas, que compensavam o desvio de verbas da instituição. “Já prestamos queixa na Polícia e estamos entrando com um processo contra eles por terem roubado o sindicato e estarem nos ameaçando”, afirmou Quadros.

Operário tenta matar coordenador

 Outro caso de violência ocorreu na fábrica quando o funcionário Gilson de Oliveira tentou matar o Coordenador de pavilhão Daniel Rodrigues depois de uma discussão. O Coordenador teve o corpo perfurado e foi socorrido pelos funcionários da empresa. Ele foi conduzido para o ambulatório da fábrica e posteriormente transferido para o Pronto Socorro do Hospital Cristo Redentor, em Itapetinga.

Recentemente, outro operador foi detido dentro de um pavilhão com um revólver na cintura. Alguns funcionários estão revoltados com a atitude tomada pelo colega, outros alertam para o fato de coordenadores terem a prática freqüente de humilhar os operadores. A Azaléia já foi alvo de uma matéria no Domingo Espetacular (Rede Record) que retratou a forma escravocrata com que são tratados os funcionários lesionados e amputados.

Por Ramon Gusmão-Correspondente da Região Sudoeste

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