Esporte

Com o sobrenome de volta à F-1, Senna completaria 50 anos neste domingo

A Fórmula 1 viveu um momento familiar no dia 12 deste mês. No primeiro treino livre para o GP do Bahrein, os monitores da cronometragem exibiram um sobrenome histórico no automobilismo, e as câmeras de TV mostraram aquele capacete amarelo com detalhes em verde e azul. Era Bruno Senna, correndo pela Hispania na F-1. Nove dias após a estreia, chega o domingo em que o tio de Bruno, o tricampeão Ayrton Senna, completaria 50 anos de vida.

Considerado por vários especialistas e pilotos como o melhor da história, Ayrton Senna foi o protagonista de um uma trajetória brilhante no automobilismo. Após fazer sucesso no kart brasileiro, ele foi para a Inglaterra e conquistou títulos em todas as categorias das quais participou: F-Ford 1600, 2000 e F-3 Inglesa. Na Fórmula 1, o tricampeão venceu 41 provas e fez 65 pole positions. Levantou a taça em 1988, 1990 e 1991. Ganhou fama e reconhecimento que transcenderam o esporte.

No dia 1º de maio de 1994, uma curva se transformou na maior vilã da história de Senna. A Tamburello, em San Marino, mudou a história do esporte e entristeceu uma legião de fãs no Brasil e ao redor do mundo. A barra de direção de seu Williams quebrou e o carro rumou, a mais de 300 km/h, em direção ao muro de concreto. Um dos braços da suspensão dianteira foi projetado contra o capacete de Senna, perfurando-o.

Após um dramático atendimento na pista e longas horas de angústia no Hospital Maggiore, em Bolonha, a péssima notícia foi divulgada: após frustradas tentativas dos médicos, Senna não resistiu e morreu, aos 34 anos. Da batida forte no muro de proteção à notícia da morte, foram cerca de quatro horas. Mas após tanto tempo, a memória do tricampeão continua viva – não só por seus feitos nas pistas, mas também pelo sobrenome que Bruno agora carrega na F-1.

Além da competência ao volante, Senna também ficou conhecido pela generosidade fora dos circuitos. Ele iniciou obras filantrópicas que deram origem ao Instituto Ayrton Senna, que hoje atende cerca de 400 mil crianças e jovens no Brasil. Viviane, sua irmã, toca o projeto desde a criação e organiza.

Torcedor do Corinthians, Ayrton também será homenageado pelo clube do Parque São Jorge. No jogo contra o Grêmio Prudente, os jogadores vão entrar em campo com uma faixa em tributo ao tricampeão. Um capacete desenhado especialmente desenhado para a ocasião também fará parte da festa.

Com informações do G1

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