Justiça

Mais de 6 mil famílias participam de ocupações do MST em todo o estado

Desde o início do mês, foram realizadas pelo menos 32 ocupações de terras na Bahia, envolvendo aproximadamente 6,5 mil famílias, segundo informações divulgadas pela assessoria do Movimento dos Sem Terra (MST).

As ações integram a Jornada Nacional pela Reforma Agrária do MST, que exige que o governo trace um plano emergencial de assentamento para 100 mil famílias, a ser realizado até o final deste ano. Só na Bahia há mais de 20 mil famílias acampadas.

Além disso, o MST reivindica que o governo apresente até a metade do ano um plano de metas de assentamentos até 2014 e as condições de se efetivar a Reforma Agrária devem ser garantidas.

O movimento ainda reivindica que o governo mantenha programas de desenvolvimento dos assentamentos, como linhas de crédito, creches e saneamento básico, além de um programa de combate ao analfabetismo, construção de escolas e políticas para formação de professores no meio rural.

As ocupações marcam o início do Abril Vermelho ou Jornada Nacional pela Reforma Agrária, campanha anual que lembra o dia do massacre de Eldorado dos Carajás, quando 19 integrantes do MST foram mortos por policiais militares em uma fazenda da cidade paraense em 1996.

De acordo com Márcio Matos, coordenador do MST na Bahia, o outro objetivo do movimento é “cobrar do governo federal e estadual medidas ou melhorias sobre a reforma agrária”.

Ocupações continuam

Dentre os municípios já ocupados estão Porto Seguro, Itamaraju, Eunápolis, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Itabela, entre outros. Segundo assessoria, até esta manhã, o número de locais ocupados pelos militantes permanece em 35.

Em Itajuípe, no sul do estado, os militantes ocuparam a Fazenda Rapapau, de Adriano Chafik, fazendeiro acusado de ter sido o mandante da chacina ocorrida em Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, no ano de 2004. Cinco pessoas foram mortas e uma menina de 12 anos foi baleada no olho. Chafik responde ao processo em liberdade.

Já dentre as três fazendas que foram ocupadas no norte do estado por cerca de 800 famílias, está a Fazenda Mariad, em Juazeiro. Segundo nota do MST, a propriedade pertencia ao colombiano Juan Carlos de Abadia, líder de um cartel de tráfico de drogas e acusado de assassinar mais de 300 pessoas na América Latina. Informações do Correio. 

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