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Kodak perde espaço no mercado fotográfico e pede concordata nos EUA

Uma das empresas símbolo dos Estados Unidos pediu concordata nesta quinta-feira (19). A Kodak foi punida por não apostar em um futuro que a empresa mesmo criou.

A Kodak foi pioneira com uma invenção que democratizou a fotografia: o rolo de filme. As câmeras da empresa inundaram o mercado, e chegaram à Lua. Neil Armstrong e Buzz Aldrin usaram uma Kodak para registrar as crateras lunares, em 1969, época em que a empresa dominava 90% desse mercado nos Estados Unidos.

O rolo de filme Kodachrome, o primeiro colorido para amadores, tornou-se um ícone da empresa. Foi com ele que o fotógrafo da National Geographic, Steve MacCurry, fez a foto de capa mais famosa da revista. Também virou música do compositor Paul Simon. O Kodachrome deixou de ser produzido em 2009.

Fundada em 1881, a Kodak manteve por décadas o monopólio da produção de rolos de filmes, o que trouxe à empresa margens de lucro altas e uma situação financeira privilegiada, mas logo veio a concorrência e novas tecnologias apareceram, trazendo grandes desafios para a companhia.

É até irônico pensar que foi um engenheiro da Kodak que desenvolveu, em 1975, a primeira máquina digital. A empresa, porém, não apostou na descoberta. Ficou com medo de colocar em risco o lucrativo mercado de filmes fotográficos. A concorrência apostou, e logo o mundo digital conquistou o consumidor.

A Kodak acumulou prejuízos, e chegou atrasada ao mercado que criou. A Kodak pediu concordata para ganhar fôlego e se reestruturar. Conseguiu um empréstimo de US$ 950 milhões, um esforço para a empresa que ficou famosa pelo slogan “Momento Kodak” agora luta para não ser apenas um momento do passado. Informações do Globo.com e foto ilustração. 

 

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