Política

Imagine! Tesoureiro do PT, Vaccari Neto avisa aos íntimos que será preso

Tesoureiro do PT no escândalo do Petrolão do governo Dilma, assim como Delúbio Soares desempenhou o mesmo papel no Mensalão do governo Lula, João Vaccari Neto conhece profundamente a extensão de mais esse escândalo de corrupção na era petista.

Talvez isso explique sua iniciativa de prevenir a família e amigos mais chegados que terá a mesma sorte de Delúbio: ele acha que acabará na prisão.

Segundo denúncias na Operação Lava Jato, Vaccari seria o principal interlocutor do PT e dos governos Dilma e Lula no esquema corrupto. Ele é acusado de criar empresa-fantasma para ocultar operações que lhe renderam grandes quantias, por meio de negócios simulados.

A Polícia Federal estima que o esquema envolvendo o doleiro Alberto Youssef, parceiro de Vaccari, “lavou” R$ 10 bilhões surrupiados. João Vaccari é velho conhecido do Ministério Público, que o acusa de maracutaias na Bancoop, cooperativa de bancários de São Paulo.

Acusado de corrupção, Machado também deixa a Transpetro

Afilhado político de Renan Calheiros, o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, vai pedir licença do cargo. A ideia é ficar longe da estatal enquanto durarem as auditorias, visto que o nome de Machado foi citado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Com isso, o PMDB procura evitar que a presidente Dilma Rousseff faça pressão sobre o partido para que aceite sem reação o afastamento de Machado.

Trata-se de uma solução à Henrique Hargreaves que, durante o governo Itamar Franco, afastou-se da Casa Civil enquanto a CPI dos Anões do Orçamento investigava se o ministro tinha alguma implicação nos desvios de verbas orçamentárias. Como nada foi constatado, Hargreaves voltou por cima e reassumiu a Pasta. O PMDB acredita que isso poderá ocorrer também com Machado.

A saída imediata de Sérgio Machado da presidência da Transpetro, subsidiária de transporte e logística da Petrobrás, foi uma das condições impostas pela PriceWaterhouseCoopers para auditar o balanço da estatal. O assunto foi discutido em uma turbulenta reunião do Conselho de Administração da companhia na sexta-feira passada. Segundo relatos, dez conselheiros ficaram divididos sobre a decisão.

A Price é a auditora independente que avaliza os balanços operacionais e financeiros da Petrobrás. O envolvimento da petroleira em denúncias de corrupção e as revelações feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa no processo da Operação Lava Jato levaram a Price a impor algumas exigências para referendar o balanço. Entre elas, a contratação de duas empresas independentes para atuar na investigação interna – o que já foi providenciado – e o afastamento do presidente da Transpetro.

(Fontes: O Diário do Poder e O Estado de S. Paulo)

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