Política

Com país envolto numa crise financeira e ética, Dilma assume novo mandato com discurso em tom conciliatório

A posse da presidente Dilma Rousseff (PT) para o segundo mandato, nesta quinta-feira, dia 1º de janeiro de 2015, foi marcada por dois discursos diferentes. Dilma tentou fugir dos problemas com a crise ética que o país vive, representada pelo escândalo na Petrobras, e as dificuldades financeiras que irá herdar do seu próprio primeiro mandato.

O primeiro – e mais importante –, no Congresso Nacional, teve um tom político e conciliatório, no qual Dilma citou que, para governar, conta com o apoio dos mais diferentes agentes sociais e políticos, desde os “queridos” militantes de seu partido, o PT, a todos os parlamentares, movimentos sociais, sindicatos.

Tom que reforçou ao final de sua fala com um pedido: “Peço aos parlamentares que juntemos as mãos em favor do Brasil”. No segundo, já no parlatório, após ela própria colocar a faixa presidencial, em momento descontraído e um tanto desajeitado, falou diretamente para “os brasileiros e brasileiras”, destacando a continuidade dos programas sociais.

Antes de seguir para a cerimônia de posse, em que estavam presentes autoridades brasileiras e representantes de outros países, a presidente, trajando um modelito de blusa e saia de renda na cor nude, seguiu em carro aberto pela Esplanada dos Ministérios, da Catedral ao Congresso Nacional, e até fez corações com as mãos.

Como aconteceu em 2011, ela foi acompanhada de sua filha, Paula Rousseff. Um público de cerca de 40 mil pessoas, segundo a estimativa da Polícia Militar do Distrito Federal, acompanhou o desfile. O número ficou abaixo da expectativa de dirigentes do PT que, até semana passada, planejavam atrair 50 mil simpatizantes do partido à Esplanada para, a partir daí, dar demonstração de força da presidente.

Dilma chegou à rampa do Congresso pouco depois das 15h acompanhada do vice-presidente Michel Temer, onde foi recebida pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Aos parlamentares presentes no plenário do Congresso, a presidente disse que “a maioria das mudanças que o povo exige tem de nascer na casa do povo”. “Não tenho medo de proclamar que nós vamos vencer todas as dificuldades”, afirmou. Em tom brando, recorreu ao trecho de uma oração para mostrar que acredita que “o impossível se faz já; os milagres ficam para depois”.

Chefes de Estado e representantes de outros países também estiveram presentes em Brasília. Em entrevista, o presidente do Uruguai, José Mujica, defendeu liderança do Brasil na região. O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também presente e uma das autoridades com as quais Dilma se demorou mais nos cumprimentos, teve um encontro bilateral com a petista no fim da tarde. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, também esteve presente e chamou a atenção por cantar o Hino Nacional Brasileiro. (Estado de Minas). 

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