Política

PDT filia o ex-prefeito Joseph Bandeira e agiliza as conversas com W. Pinheiro

O PDT ganhou nessa sexta (21/8) mais um nome no estado da Bahia em uma operação que tenta atrair nomes de peso para suas fileiras. A chegada do ex-prefeito de Juazeiro Joseph Bandeira ao partido foi motivo de festa ao longo do dia na cidade localizado ao norte baiano. A filiação é uma aposta do PDT para disputar a prefeitura no ano que vem.

“Na última eleição, ele tinha 58% de intenção de voto, mas não disputou porque não tinha legenda. Agora, vamos convencer ele a sair candidato”, apontou o deputado estadual Roberto Carlos, principal articulador político da chegada de Bandeira.

“Ele está se colocando como um soldado a serviço do partido e é o maior líder da região individualmente. Ele tem dito que quem deve sair candidato sou eu, mas eu e toda a militância acreditamos que deve ser ele”, contextualizou o deputado. A aposta também se dá na direção estadual, onde o presidente do PDT, Félix Mendonça Júnior, diz que Bandeira é o nome para disputar pela prefeitura de Juazeiro.

“Muito orgulho em ter Joseph no partido, um professor, acadêmico que vai agregar em muito o nosso partido”, elogiou o dirigente, que fez planos mais ousados para o ex-prefeito, além da prefeitura em 2016: “Ele pode sair candidato a deputado estadual em 2018. Nesse caso, Roberto Carlos sairia a deputado federal”.

A luta por novos quadros para o partido segue firme. Segundo Roberto Carlos, o senador Walter Pinheiro, atualmente no PT, segue sendo um alvo do PDT.

“As conversas estão bem amadurecidas”, revelou o parlamentar à Tribuna. O presidente do partido na Bahia lembra que as negociações deram uma parada, mas vai procurar o senador para retomar as conversas “no início do mês que vem”.

Enquanto pensa em sondar o senador petista, Félix Jr. vai nadando despreocupado no comando do partido. Quando o deputado Marcelo Nilo (PDT) duelava com ele para disputar a presidência da legenda, surgiu a especulação de que Roberto Carlos seria o nome alternativo para apagar o fogo entre os dois desafetos.

O nome do juazeirense ganhou força entre a bancada de deputados pedetistas na época, mas, segundo o próprio Roberto Carlos, perdeu força após os ânimos se acalmarem com o anúncio de saída da sigla feito por Nilo.

“Havia um sentimento de todos os deputados do PDT de me apoiar [para presidente do partido na Bahia], mas as coisas se encaixaram depois e não se falou mais nisso”, afirmou. (Informações da Tribuna da Bahia).

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