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Riachão: Advogado fala como foi a prisão do assassino de Betuca

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Jacuípe, na manhã desta quarta-feira (01/06), o  advogado Daniel Cordeiro detalhou como foi a prisão de Paulo Cristiano Cunha de Souza, acusado do assassinato do motorista Alberto Santos Silva (Betuca), na noite do dia 05 de maio de 2012, na residência de sua filha, em Riachão do Jacuípe.

Paulo Cristiano foi preso na última terça-feira (31), no município de Nova Fátima, a cera de 30 km de Riachão do Jacuípe. “Eu e Aldemir (filho de Betuca) fomos juntos com a Policia Civil, na Fazenda dos familiares de Cristiano e o encontramos na cancela da casa, saindo em uma moto. Ele não esboçou reação quando os policiais deram a ordem de prisão”, revelou Daniel.

O advogado revelou ainda que “Cristiano já devia estar esperando a prisão, pois ele andava normalmente pelas ruas de Nova Fátima, embora ficasse mais na fazenda dos familiares”.

Daniel Cordeiro explicou ainda que, após a divulgação da sentença, a pena de Paulo Cristiano ficou em 24 anos e nove meses. “Mas ele pode ser beneficiado e cumprir apenas 2/5 da pena, como prevê a lei para os casos de bom comportamento dentro da prisão. Ele deve cumprir cerca de 9 anos em regime fechado e mais uns 7 a 8 anos em regime semiaberto”, explicou.

O advogado informou ainda que Paulo Cristiano foi trazido para Riachão do Jacuípe, mas seria transferido para o Complexo Policial de Feira de Santana. “Porque é lá, em Feira, que está o processo dele e onde aconteceu o júri. Mas ele não foi transferido porque aqui oferecia perigo, até porque já são cinco anos e ninguém nunca tentou nada contra ele”, argumentou.

O crime e o drama dos filhos

O crime bárbaro deixou a população de Riachão chocada e triste na noite do sábado, dia 05 de maio de 2012. Após a noticia de que o motorista Alberto Santos Silva (Betuca) teve o corpo queimado pelo próprio cunhado, foi grande a movimentação no Hospital Municipal da cidade.

Segundo as informações, Betuca, como a vítima era conhecida, chegou à residência de sua filha Aldimira, onde estava morando, por volta das 22h do sábado. Quando estava no hall da casa, descansando numa rede, o seu cunhado Cristiano colocou fogo em seu corpo, usando gasolina. O suspeito foi visto por vizinhos, que denunciaram o fato.

Betuca foi socorrido pela filha, que estava dentro de casa e percebeu as chamas avançando sobre o corpo do pai. De acordo com as informações colhidas pelo Interior da Bahia, as chamas queimaram bastante o corpo de Betuca, que foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Antes, ele ainda recebeu os primeiros socorros no Hospital Municipal de Riachão do Jacuípe.

Em Salvador, a vítima passou por uma delicada e longa cirurgia. Sua ex-esposa Miriam e os dois filhos lhe acompanharam. Apesar da gravidade, a filha Aldimira ainda conseguiu falar com o pai no dia seguinte, no domingo, pela manha. “Consegui falar com ele e me disse que as dores tinham aliviado mais, e estava se sentindo melhor”, disse a filha, esperançosa.

Como é praxe, o Posto Policial que fica localizado junto ao HGE interroga sempre as pessoas que são vítimas de agressões graves. No depoimento à Policia, Betuca ainda conseguir revelar que o seu agressor havia sido Paulo Cristiano, o que se tornou uma peça fundamental para o processo.

O júri e a sentença

Paulo Cristiano foi júri popular, realizado no Auditório Central da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), na cidade de Feira de Santana, já que na época o Fórum Felinto Bastos estava em reforma.

Como era esperado, o acusado de praticar o crime bárbaro foi condenado a 28 anos e sete meses de prisão. Quatro dos jurados votaram a favor da condenação de Paulo Cristiano, enquanto um votou favorável. Mas o resultado considerado foi de 4X0, já que o juiz leva em conta apenas os quatro primeiros votos.

Depois do resultado, o advogado de Paulo Cristiano recorreu para a redução da pena e que o seu cliente permanecesse em liberdade enquanto saísse uma nova sentença. Recentemente houve um novo julgamento, com a pena sendo reduzida para 24 anos e 09 meses.

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