Política

2018: Sem Lula, brancos e nulos disparam, e Jair Bolsonaro lidera isolado a eleição presidencial

A pesquisa DataPoder360 indica que se a disputa pelo Palácio do Planalto fosse hoje e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 71 anos, não disputasse, o maior beneficiado seria o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), 62 anos – de saída do PSC para filiar-se ao PEN, que deve mudar o nome para Patriota.

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Com Lula no páreo, a corrida presidencial segue estável. O petista está consolidado e até mostrou 1 avanço, pontuando em agosto 31% e 32%, nos 2 cenários testados. Em julho, antes da sentença do juiz federal Sérgio Moro (responsável pela Lava Jato em 1ª Instância), Lula tinha 23% e 26%. A pena imposta pelo magistrado e a maior exposição pública parecem ter feito bem ao petista.

O fato incontestável deste momento é que Lula é o único pré-candidato que certamente iria para o 2º turno se a disputa fosse agora. A propósito desse fato, há que ser considerada a pendência judicial do petista: ele é réu em 5 processos e já foi condenado por Moro a 9 anos de prisão. O petista recorre em liberdade.

Embora as variações fiquem próximas da margem de erro máxima da pesquisa, é nítido que Lula está com 1 eleitorado cristalizado na faixa que vai de 25% a 30%, quando se observam os percentuais obtidos pelo petista desde abril –mês em que o DataPoder360 começou a fazer seus levantamentos mensais.

A pesquisa foi realizada por telefone (com ligações para aparelhos fixos e celulares) de 12 a 14 de agosto. Foram feitas 2.088 entrevistas em 197 cidades. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ou seja, 1 candidato com 25% está na faixa de 22% a 28%, aproximadamente.

Em alguns cenários, o total dos percentuais pode não ser 100% por causa do arredondamento dos resultados.

BOLSONARO, DORIA E ALCKMIN

O deputado conservador pelo Rio de Janeiro pontua 18% e 25% quando Lula está entre os pré-candidatos. Se o petista sai da disputa, Jair Bolsonaro fica estável com 25% a 27%, quando os adversários do PSDB são João Doria, 59 anos, e Geraldo Alckmin, 64, respectivamente.

Quando o pré-candidato pelo PSDB é o prefeito de São Paulo, o líder Bolsonaro tem 25%. Na sequência, forma-se uma escada entre os que estão em 2º lugar, todos embolados na margem de erro da pesquisa. Mas o tucano Doria está numericamente à frente, com 12%. Depois, Ciro Gomes (PDT), 59 anos, com 9%. Marina Silva (Rede), 59, marca 6%. O lanterna é Fernando Haddad (PT), 54 anos, com 5%.

No outro cenário, com o governador paulista sendo o pré-candidato tucano, Bolsonaro vai a 27%. Já Alckmin registra 9% (3 pontos percentuais a menos do que Doria, exatamente no limite da margem de erro). Ciro e Marina ficam com 8% cada 1. E Haddad marca só 3%.

É importante notar que as pesquisas do DataPoder360 têm demonstrado que há 3 pré-candidatos aparentemente mais competitivos até agora, todos quase sempre pontuando numericamente acima de 10%: Lula (o líder disparado), Bolsonaro (o 2º colocado, em alta na evolução das pesquisas) e Doria (na faixa 1 pouco acima de 10%).

Todos os demais pré-candidatos ainda lutam para sair de uma espécie de lanterna embolada, na faixa de 5% – levemente acima ou abaixo desse patamar. Eis os cenários pesquisados:

BRANCOS, NULOS E INDECISOS

Nos cenários em que Lula é o pré-candidato petista, o percentual de votos brancos, nulos e indecisos varia de 33%, na pesquisa com Geraldo Alckmin, a 30%, com João Doria concorrendo pelo PSDB.

Sem Lula na disputa, esse percentual dispara. Nos 2 cenários, o resultado é praticamente o mesmo. Com Alckmin, 45% dos entrevistados votam branco/nulo ou estão indecisos. Com Doria, são 44%.

A rodada deste mês do DataPoder360 foi realizada dos dias 12 a 14 de agosto de 2017. Foram entrevistadas 2.088 pessoas com 16 anos ou mais em 197 cidades. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. (Informações do site Poder360).

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