Política

MPF vai investigar se execução de vice-prefeito de Ourolândia tem a ver com Lava Jato

O juiz Sérgio Moro pediu na última sexta-feira (dia 26) explicações ao Ministério Público Federal (MPF) sobre a morte de José Roberto Soares Vieira, ex-vice-prefeito de Ourolândia (PT), assassinado a tiros no dia 18 de janeiro, em Candeias. Ele respondia a ação penal por corrupção e lavagem de dinheiro e confessou ter ajudado a desviar dinheiro da Transpetro, na Bahia, junto com o ex-diretor da empresa José Antônio de Jesus. Os dois foram alvos da 47ª fase da Operação Lava Jato.

“Não se pode excluir a possibilidade de que o homicídio esteja relacionado a esta ação penal, já que, na fase de investigação, o referido acusado aparentemente confessou seus crimes e revelou crimes de outros”, disse Moro no despacho.

Vice-prefeito

José Roberto Soares Vieira foi vice-prefeito da cidade de Ourolândia, região de Jacobina, entre 2012 e 2016. Ele foi denunciado na Lava Jato em dezembro de 2017, junto de três pessoas. Batizada de Sothis, a fase da Lava Jato ocorreu em quatro estados: Sergipe, São Paulo, Bahia e Santa Catarina. Segundo o MPF, as investigações começaram com base em informações de delações premiadas de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, e de executivos da NM Engenharia.

O ex-gerente da Transpetro José Antônio de Jesus foi o principal alvo da fase. Ele e seus familiares são suspeitos de negociar o recebimento de R$ 7,5 milhões em propinas pagas pela empresa de engenharia NM em troca de ser favorecida em contratos com a subsidiária da Petrobras.

Em troca da propina, os procuradores dizem que Jesus ajudou a NM Engenharia a firmar contratos que somaram R$ 1,5 bilhão. A propina de Jesus correspondeu a 0,5% desses contratos. Conforme o MPF, a propina recebida por Jesus foi repassada a integrantes do Partido dos Trabalhadores.

Nota da redação do blog Tribuna da Internet:

O juiz Sergio Moro está certo em pedir explicações. José Roberto Vieira foi executado com nove tiros em Candeias. Testemunhas disseram que o assassino já o tinha procurado três vezes na sua empresa transportadora. Seus depoimentos foram cruciais para envolver o ex-gerente da Transpetro.

(Carlos Newton – Tribuna da Internet)

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