Eleições 2018

Ciro x Bonner: a vergonha de uma entrevista que virou inquisição

Repercute no Brasil inteiro a forma grosseira como os apresentadores do Jornal Nacional, da Globo, se comportaram durante a entrevista com o candidato Ciro Gomes (PDT). Além de lhe tomarem metade do tempo só a pretexto de formularem as perguntas, o candidato foi interrompido a todo instante, certamente para que ele não formulasse uma resposta lógica.

Além disso, mesmo sabendo não ser verdade, Bonner insistiu em dizer que Carlos Lupi, presidente do PDT, respondia a processos ou era réu por corrupção. Na verdade, nada a favor da república ou da democracia, o pano de fundo era prejudicar a imagem de Ciro, incluído antecipadamente como um dos inimigos da Globo. Vejamos matéria abaixo sobre o caso.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, foi o foco da entrevista do Jornal Nacional, da Rede Globo, com o candidato à Presidência da República pelo partido, Ciro Gomes. Na noite da segunda-feira, 27, o apresentador William Bonner citou um processo em que Lupi é réu e Ciro confrontou a afirmação. “Carlos Lupi tem minha confiança cega. Réu com certeza ele não é”, disse Ciro.

A ação civil contra Lupi corre na 6ª Vara de Brasília, no Distrito Federal, sob responsabilidade da juíza Ivani Silva da Luz. A acusação foi oferecida em 2012 e aceita em 2015.

O caso envolve a gestão do político no Ministério do Trabalho e Emprego, no primeiro governo Dilma Rousseff. Lupi e sua equipe teriam usado um avião de uma companhia que tinha contratos com a pasta para compromisso oficial. A ação ainda não foi julgada.

Em nota, Carlos Lupi afirmou que nunca respondeu a processos criminais nem foi investigado por corrupção. Ele esclareceu que foi acusado de ter usado o avião do dono de uma ONG em compromisso oficial e ter concedido benefícios a essa organização em licitações no ministério.

“Diante disso, eu mesmo entrei com uma ação no Ministério da Justiça para a devida apuração dos fatos. Após exaustiva apuração, sequer foi instaurado inquérito criminal contra mim”, disse Lupi.

Ele afirmou ainda que o Ministério Público Federal abriu uma ação para apurar se seria necessário ressarcir os cofres públicos em caso de improbidade administrativa. “Não seria o caso de ressarcimento, pois não foi gerada nenhuma despesa. Mesmo cumprindo agenda oficial, não utilizei o avião da FAB, o que geraria custos”, respondeu.

“Reforço que sou ficha limpa e não aceitarei que meu nome seja citado sem o devido esclarecimento na tentativa de me igualar a políticos sob investigações gravíssimas de corrupção e com o claro objetivo de prejudicar a candidatura de Ciro Gomes”, destacou Lupi. (Estado de Minas).

 

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