História

Ex-governador Joaquim Roriz morre aos 82 anos no Distrito Federal

O ex-governador Joaquim Roriz faleceu no Hospital Brasília aos 82 anos, às 7h50 desta quinta (27), após um choque céptico decorrente das complicações da infecção pulmonar. Roriz já se encontrava sob tratamento de uma pneumonia desde 24 de agosto.

Os rumores do agravamento do estado de saúde do ex-governador voltaram a circular, mas assessores de sua família negaram o fato ao Diário do Poder. No começo da noite desta quarta (26), veio a confirmação de que o estado Roriz se agravara. O ex-governador sofreu um infarto à tarde e duas paradas cardíacas e respiratórias no fim da noite.

Em agosto do ano passado, ele teve complicações devido ao diabetes, e para evitar necrose, foi submetido a cirurgias, primeiro para amputar dois dedos do pé e depois a perna direita, na altura do joelho.

A saúde mental de Joaquim Roriz, também foi debilitada em decorrência do Alzheimer, confirmado em fevereiro após exame que apontou um quadro de demência vascular.

O político mais popular do DF

Político de grande capacidade de comunicação com as pessoas mais humildes, cuja aproximação fazia as pessoas se emocionarem às lágrimas, Joaquim Roriz foi o mais popular político da história do Distrito Federal.

Sua trajetória começou nos anos 1970 como vereador de Luziânia (GO), onde nasceu. Em 1978 foi o deputado federal mais votado do MDB de Goiás, e em 1980 fundaria o Partido dos Trabalhadores em Luziânia. Depois foi eleito deputado federal em 1982, mas pelo PMDB.

Roriz governou o DF entre 1988 e 1990. Depois, ocupou o mesmo cargo em 1991, 1999 e entre 2003 e 2006, em gestões marcadas por grandes obras previstas no plano original de Brasília, como o Museu da República e a Biblioteca Nacional, projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Ele também construiu a Ponte JK, sobre o Lago Paranoá, projeto vencedor de vários prêmios internacionais, e cidades inteiras como Samambaia e Paranoá, garantindo teto para milhares de famílias pobres.

Eleito senador, Roriz renunciaria cinco meses para escapar de um processo de cassação relacionado ao caso da “Bezerra de ouro”, ao ser apontado como beneficiário de cheques do fundador da GOL, Nenê Constantino, no valor de R$2,2 milhões, descontados no BRB.

A sua despedida da vida pública ocorreu em 2010, depois que sua candidatura ao governo do DF foi impugnada com base na lei Ficha Limpa.

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