Meio Ambiente

Riachão: Chuva de mais de cinco horas deixa moradores apreensivos

Na noite desta quarta-feira (05), o município de Riachão do Jacuípe viveu momentos de tensão com as fortes chuvas que duraram mais de cinco horas. Apesar de aliviar os problemas do campo e trazer consequências positivas para o comércio, as chuvas causaram apreensão porque os rios que cortam a cidade já ‘passavam’ com muita água. Isso fez os moradores se lembrarem da enchente de 2016, quando os rios Jacuípe e Boqueirão deixaram várias pessoas desabrigadas.

As chuvas no município começaram desde a semana passada, mas se intensificaram a partir desta semana, conforme estava previsto pelos serviços de meteorologia. Na segunda-feira, por exemplo, o Canal Rural marcava 20mm e os dias seguintes também seriam com tempo fechado.

Mas no final de semana, por exemplo, já havia chovido cerca de 60mm na Comunidade de Bonsucesso (abaixo), fora da média prevista. Essa média praticamente se repetiu em todo município, aliviando o problema de estiagem em comunidades como Mucambo, Sitio Novo, Mandassaia, Terra Nova e outras regiões de Riachão do Jacuípe.

Chuva, inundação e medo

As chuvas desta quarta-feira, contudo, causaram um efeito maior, até mesmo pela sequência das precipitações. Segundo informações, na sede, as águas dos rios Boqueirão e Jacuípe já causavam os primeiros estragos, com algumas pessoas pedindo socorro pela invasão da água em suas casas. Os primeiros bairros atingidos foram Barra e algumas casas do Alto do Cruzeiro.

“Foi uma chuva muito demorada, de mais de cinco horas, com tudo, relâmpago e trovão. Aqui ninguém dormiu quase nada esta noite, com medo. Eu mesmo estou aqui com os olhos ardendo, ainda com muito sono”, disse um morador do Alto do Cruzeiro à nossa reportagem.

Além dos dois rios Jacuípe e Boqueirão, o Açude do Cedro também já recebeu muita água, aumentando o seu nível rapidamente. Segundo moradores, a tendência é que o nível máximo seja atingido e o açude ‘sangre’ com as próximas chuvas. “Qualquer coisa aí agora ele sangra. E deve chegar mais água a qualquer momento”, disse um morador.

E de acordo com informações do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia (Inema), as chuvas devem continuar nesta quinta em boa parte do estado da Bahia. Segundo o Inema, “a situação é de Alerta Máximo nas próximas 24 horas para 149 localidades da faixa centroleste, que inclui municípios da Chapada Diamantina, Recôncavo e parte do Sul baiano. Para as demais regiões do Estado, a situação continua sendo de atenção e alerta”. (Da redação / Fotos enviadas por Joilson Ramos).

Confira matéria sobre as chuvas em 2016

O sol escaldante que assola o município de Riachão do Jacuípe e região nos últimos meses confirma os estudos divulgados recentemente de que 2016 foi o ano mais quente desde 1880 e que 2017 será tão quente quanto o ano anterior. Contudo, apesar dessa realidade climática, nesse mesmo período de 2016 os jacuipenses viveram um grande drama com as enchentes dos rios Jacuípe e Boqueirão, que inundaram a cidade e fizeram centenas de desabrigados. Observa-se, pois, que em numa mesma estação e mesmo período do ano, duas tragédias marcam o município e a região: uma pela chuva em abundância e a outra pela longa estiagem.

Exatamente em 22 de janeiro de 2016, as águas do Rio Jacuípe chegaram de forma surpreendente e provocaram quase uma tragédia na cidade. Assim como o Jacuípe, que desalojou famílias dos bairros Alto do Cruzeiro e Bela Vista, o Riacho do Boqueirão também transbordou e deixou um rastro de destruição nos bairros São José, Barra, Ranchinho e Jatobá.

A enchente dos dois rios ainda provocou a queda da ponte sobre a BR-324, na Barra, além da derrubada de árvores, pontes, pequenas barragens e passagens molhadas pelo interior do município.

A situação foi tão delicada que a prefeita Tânia Matos precisou decretar estado de emergência, provocando, inclusive, a vinda do governador Rui Costa a Riachão do Jacuípe.

Por conta dessa situação de calamidade pública, várias campanhas foram realizadas por moradores e entidades de municípios vizinhos e da própria cidade para a doação de alimentos, móveis e utensílios diversos. A campanha de solidariedade foi abraçada também por cidades mais distantes, como Salvador, Feira de Santana e Madre de Deus. Desse município, o prefeito Jeferson Andrade doou um caminhão com material, fazendo questão de vir fazer a entrega pessoalmente, em encontro com a então prefeita Tania Matos. (Fonte: site Interior da Bahia).

 

 

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